Ele teria usado a influência política para persuadir as autoridades a recuperar o dinheiro
O chanceler alemão, Olaf Scholz, pode ser investigado pelo parlamento por seu envolvimento em uma fraude fiscal que custou milhões de euros ao governo da Alemanha.
O caso ocorreu há mais de cinco anos, quando Scholz ainda era prefeito da cidade de Hamburgo, e está relacionado com o chamado “caso Cum Ex”, onde o Estado alemão sofreu uma fraude de mais de € 30 bilhões (R$ 164 bilhões).
Alguns bancos, empresas ou indivíduos solicitaram que as autoridades reembolsassem impostos por supostos gastos que nunca ocorreram.
Em uma coletiva de imprensa na terça-feira (04), deputados de partidos conservadores declararam que uma investigação será realizada para averiguar se políticos ajudaram o banco privado M.M. Warburg a eludir o pagamento das devoluções de impostos em Hamburgo.
A oposição alemã afirma que o atual chanceler usou sua influência política para persuadir as autoridades de Hamburgo a abandonarem suas tentativas de recuperar € 47 milhões (R$ 257 bilhões) em impostos do Warburg Bank em três ocasiões.


