Lula diz que é preciso que os EUA parem de incentivar a guerra

Lula da Silva presidente da Repúblico Misto Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de encontro com dirigentes de centrais sindicais, no Palácio do Planalto/Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Na despedida da China, o presidente brasileiro disse que é preciso falar sobre a paz na Ucrânia

Por Misto Brasília – DF

Os Estados Unidos e a Europa devem começar a falar sobre a paz na Ucrânia e não encorajar o conflito, afirmou o presidente Lula da Silva, após as negociações com seu homólogo chinês, Xi Jinping.

Segundo Lula, que conversou com jornalistas antes de partir de Pequim, atualmente é preciso buscar países que, junto com a China e o Brasil, estariam dispostos a ser mediadores nas futuras negociações entre a Rússia e a Ucrânia.



“Ontem [sexta-feira] discutimos longamente com o Xi Jinping. É preciso que se constitua um grupo de países dispostos a encontrar um jeito de fazer a paz. Ou seja, eu conversei isso [em reuniões anteriores] com os europeus, já conversei isso com os americanos e conversei ontem”, conta Lula da Silva, do portal de notícias g1.

“É preciso sobretudo convencer os países que estão fornecendo armas, incentivando a guerra, a pararem […] É preciso que os EUA parem de incentivar a guerra e comecem a falar em paz. É preciso que a União Europeia comece a falar em paz, para a gente poder convencer Putin [presidente da Rússia] e Zelensky [presidente da Ucrânia] que a paz interessa a todo mundo e que a guerra por enquanto só está interessando aos dois”, acrescentou.



Lula chega aos Emirados Árabes

Lula chegou neste sábado (15), aos Emirados Árabes. Lula vai encontrar o presidente Mohammed bin Zayed Al Nahyan em Abu Dhabi.

A chegada do presidente acontece em meio ao Ramadã, o mês de jejum na comunidade islâmica. Apesar dos debates da diplomacia brasileira sobre um possível desrespeito à data religiosa, as autoridades locais insistiram na visita.



O presidente esteve naquele país no seu primeiro mandato, em 2003. Lula, agora, tem a missão de renovar a boa relação com o país que é um dos três parceiros comerciais do Brasil no Oriente Médio, especialmente no campo do agronegócio.



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