Alexandre Padilha concedeu nesta manhã uma entrevista aos jornalistas sobre a criação da comissão dos atos do dia 8 de janeiro
Por Misto Brasília – DF
O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse há pouco em entrevista (transmitida ao vivo pelo Misto Brasília) que o governo vai apoiar a criação da CPMI no Congresso Nacional.
“O vazamento editado dessas imagens cria uma nova situação política e, por conta disso, orientamos e o líder na Câmara, o líder no Senado e o líder no Congresso, no diálogo com os líderes dos partidos que compõem a base tanto na Câmara do Senado, a afirmar claramente, desde ontem, que caso a sessão do Congresso na próxima semana tenha a leitura da instalação de uma CPMI, nós apoiaremos a instalação”
A proposta que tinha sido rejeitada pelo Palácio do Planalto até ontem (19), ganhou força depois do vazamento de novas imagens da ocupação do prédio do Executivo, no dia 8 de janeiro.
Nas imagens divulgadas pela CNN Brasil, aparece o general da reserva Gonçalves Dias, que até esta quarta-feira chefiara o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Por conta da crise política gerada pelas imagens, o ministro foi forçado a pedir demissão do cargo.
Padilha afirmou que há uma narrativa conspiratória da oposição e que por isso o governo deu sinal verde para a criação da comissão de investigação que terá representantes do Senado e da Câmara dos Deputados.
Ontem o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), já tinha dito que os deputados da base governista iriam apoiar a CPMI.
Há mais de um mês está em andamento na Câmara Legislativa do Distrito Federal uma CPI dos Atos Antidemocráticos. Diversas autoridades já foram ouvidas, mas o depoimento esperado do general da reserva, Augusto Heleno, previsto para esta quarta-feira foi cancelado.
O militar que chefiou o GSI declinou do convite feito pelos deputados distritais.
Na tarde de ontem, o presidente da CPI, deputado distrital Chico Vigilante (PT), disse que o general Gonçalves Dias foi convidado para dar depoimento em data a ser definida.
A presença depende do militar do Exército, já que a CPI não tem poder coercitivo.
Também ontem, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, deu 48 horas para a Polícia Federal ouvir Gonçalves Dias.
















