O ex-ministro da Justiça e Segurança é investigado nua suposta ação da PRF para atrapalhar as eleições de 2022
Por Alex Rodrigues – DF
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres deve depor, nesta tarde de segunda-feira (08), à Polícia Federal, em Brasília. O interrogatório ocorre no âmbito do inquérito que apura a suspeita de atrapalhar as eleições de outubro do ano passado.
Durante as eleições de 2022, parte da Polícia Rodoviária Federal (PRF) atuou para dificultar o acesso às urnas de eleitores de regiões onde o então candidato da oposição, Luiz Inácio Lula da Silva, tinha vencido o primeiro turno.
Torres é suspeito de, à frente do ministério, ao qual a PRF é subordinada, ter agido para que a corporação alterasse seu planejamento operacional para as eleições, intensificando a fiscalização em rodovias do Nordeste.
Torres está preso, desde janeiro deste ano, quando ocupava o cargo de secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. Sua detenção foi determinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Neste caso Anderson Torres é investigado na suposta omissão ou facilitação de agentes públicos na invasão e depredação do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do prédio do STF, em 8 de janeiro. A prisão de Torres foi posteriormente validada pelo STF, por 9 votos a 2.























