Hoje tem novas assembleias, mas a volta das aulas não deve acontecer, porque há um impasse
Por Misto Brasília – DF
A greve dos professores no Distrito Federal completa 22 dias nesta quinta-feira (25) sem perspectivas de um acordo entre o Sindicato dos Professores e o governo. A greve atinge quase todos as escolas e a Secretaria da Educação anunciou que vai cortar o ponto dos grevistas.
Enquanto a queda de braço continua, milhares de crianças estão sem aulas, o que provoca um prejuízo muito grande para o aprendizado. Hoje haverá novas assembleias nas administrações regionais, mas a volta do trabalho não deve ser aprovada.
Na Câmara Legislativa, o assunto foi comentado ontem (24). O deputado distrital Gabriel Magno (PT) afirmou que o corte do ponto “é um absurdo” e demonstra a falta de diálogo.
“Recebemos denúncias de que o GDF está ameaçando com processo administrativo (PAD), os diretores de escola que não encaminharem a lista dos grevistas, para cortar o ponto”, acrescentou, repudiando a decisão: “Isso não ajuda”.
O deputado distrital Chico Vigilante (PT) comentou que não se resolve o problema indo para greve ou para a justiça. “O que está sendo feito é injustiça”, avaliou. O deputado distrital Thiago Manzoni (PL) fez um apelo para que os professores retornem às escolas.
“Os estudantes e suas famílias precisam que as aulas sejam retomadas”, afirmou, desejando que, durante a reunião, os dois lados possam entrar em acordo.























