Augusto Heleno diz que Ricardo Cappelli “não sabe nada de GSI”

General Augusto Heleno CPI dos Atos Antidemocráticos Misto Brasília
Depoimento do ex-ministro Augusto Heleno na CPI dos Atos Antidemocráticos/Arquivo/Arquivo/Reprodução vídeo
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O ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional também negou a participação numa suposta tentativa de golpe

Por Misto Brasília – DF

O general da reserva Augusto Heleno disse que o secretário-executivo do Ministério da Justiça e da Segurança, Ricardo Cappelli, “não sabe nada de GSI [Gabinete de Segurança Institucional]. A afirmação foi durante o seu depoimento hoje (01) pela manhã na CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa.



O militar foi ministro no governo Jair Bolsonaro. Ele deveria depor logo no início das oitivas sobre o 8 de janeiro, mas adiou a reunião com os deputados distritais.

O Misto Brasília transmite ao vivo a sessão da CPI – veja na homepage do site

A crítica de Augusto Heleno surgiu a partir de uma pergunta feita pelo presidente da CPI, deputado distrital Chico Vigilante. Cappelli comandou por um curto período o GSI, depois da demissão do general da reserva Gonçalves Dias, e fez observações sobre o trabalho do general Heleno, que ficou no cargo por quatro anos.



“Ele não conhece nada de GSI. É uma acusação toda infundada. Quando terminar o governo ele deve saber um pouco mais [do GSI]”, disse Heleno. Ele afirmou que manteve 90% do pessoal do governo Michel Temer quando assumiu o cargo.

Garantiu que nunca fez comentários sobre política nas suas palestras com os subordinados (chamados hoje de colaboradores). E que o GSI não esteve envolvido em supostas articulações para um golpe.



“O GSI não teria tempo de participar de um golpe. Não tinha tempo para isso. Isso está fora de qualquer fantasia e cogitação”.

Ao ser confrontado com uma gravação sobre “injetar Lexotan na veia” para não levar o presidente Jair Bolsonaro a uma “atitude mais drástica” contra o Supremo Tribunal Federal, Augusto Heleno desconversou. Disse que a frase foi tirada de um contexto, mas admitiu que a “corda estava esticada” e que poderia, sim, ter acontecido um rompimento com o STF.

“O presidente [Bolsonado] teve o mandado o tempo todo massacrado”, avalia.



Em outro áudio, desta vez do ex-ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, o ex-ministro afirma que a “história toda foi fantasiada”. Nardes disse depois das eleições de outubro, que poderia “nos próximos dias” acontecer um fato dramático no país, sugerindo uma quebra da democracia brasileira.

Segundo Augusto Heleno, a única verdade na gravação é a doença na época de Bolsonaro. O então presidente estava com Erisipela numa das pernas. “As afirmativas que ele falou não tem fundamento”.


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