Levantamento divulgado hoje mostra que os entrevistados consideram que a tributação deveria recair menos sobre o consumo
Por Misto Brasília – DF
Pesquisa do Instituto Ideia sobre reforma tributária, lançada neste sábado (17), no Brazil Forum UK, indica que a maioria dos brasileiros não conhece o interior teor da proposta da reforma tributária.
O evento é organizado por estudantes brasileiros no Reino Unido para debater temas dos campos político, econômico e social. A pesquisa, realizada entre os dias 15 e 16 de maio, ouviu 1581 pessoas, eleitores acima de 16 anos, distribuídos pelas cinco regiões do país.
Para a maioria dos entrevistados (52%), a tributação no Brasil deveria recair menos sobre o consumo de bens de primeira necessidade, e mais sobre a propriedade ou bens (carros de luxo, iates, helicópteros, mansões). Mas 7% discordam dessa orientação.
O levantamento mostra que 36% dos entrevistados gostariam de saber mais a respeito. Outros 32% sabem o que vem sendo discutido, justamente por se interessarem pela questão. Os demais 32% dizem não se interessar pelo tema, apesar de 14% desses terem tomado conhecimento da pauta.
Ainda que 76% dos entrevistados saibam que há tributos que incidem sobre produtos e serviços, apenas 36% buscam informações acerca dos percentuais aplicados. Outros 65% afirmam desconhecer a alíquota média dos tributos pagos no Brasil.
Quando questionados sobre uma reforma que não diminua a carga tributária no país, 44% dos entrevistados afirmam não concordar, por acreditarem que os tributos já são muito altos e que dificilmente teriam o retorno esperado.
E 26% concordaram com uma nova política tributária que não necessariamente revisse as alíquotas hoje aplicadas, desde que houvesse uma melhoria de condições do serviço público.
“Considerar a opinião da população sobre os temas em disputa é tornar este assunto palpável, sensível e democrático. Ultrapassar a bolha dos especialistas e considerar o que pensa o povo é um ato revolucionário que nos interessa”, observou a pesquisadora e professora adjunta de Direito na Universidade Federal de Viçosa (UFV), Maria Angélica dos Santos.
Ela contribuiu para o desenvolvimento da pesquisa junto ao Instituto.




















