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Continua a greve dos rodoviários em Águas Lindas de Goiás

Rodoviária Plano Piloto Brasília

Ônibus estacionados na Rodoviária do Plano Piloto/Arquivo

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No Distrito Federal, o governo renovou o contrato com a Expresso São José, que deverá cumprir condições

Por Misto Brasília – DF

Os passageiros da Taguatur voltaram a ter problemas nesta manhã em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. A greve dos rodoviários continua, apesar de um acordo formalizado ontem (27) com a empresa que informou que concederá um reajuste salarial de 10% a partir de julho.

As dificuldades dos últimos dois dias são repetidos nesta quarta-feira (28). Alguns ônibus, como ontem, estão circulando, mas a maioria dos veículos continua na garagem. Os trabalhadores estão nas proximidades da garagem.

Quem tem carro tirou da garagem para seguir o destino para Ceilândia, Taguatinga ou o Plano Piloto. O trânsito está bem mais complicado se for comparado com outros dias.

No Distrito Federal, o governo renovou por mais de dez anos o contrato com a empresa de transporte Expresso São José. O termo aditivo exige algumas condições, como um cronograma de substituição de boa parte da frota num prazo de dois meses.

Segundo a Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana,  dos 576 ônibus, 473 terão que ser substituídos. A São José também terá que ampliar o número de ônibus para atender a demanda de 4 milhões passageiros por mês nas linhas de Taguatinga, Ceilândia, Brazlândia, Vicente Pires, e Estrutural. Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (SAAN) e Setor de Oficinas Norte (SOF Norte).

O deputado distrital Ricardo Vale (PT) afirmou em entrevista ao Misto Brasília, que o sistema de transporte é um dos três problemas mais graves do governo local. Ele criticou a ajuda anual de R$ 1 bilhão às empresas. “~’e preciso mudar essa política”, assegura.

O deputado distrital Max Maciel (PSOL) afirmou que “o contrato já tinha sido criticado por instâncias do Judiciário e de fiscalização, mas o governo tampouco implementou o que previa o contrato, como o centro de controle operacional e os indicadores de qualidade do transporte público”, segundo uma declaração ao Correio Braziliense.

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