Walter Delgatti foi preso no início deste mês pela suposta invasão aos sistemas eletrônicos do CNJ
Por André Richter – DF
O ministro Edosn Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (16) que o hacker Walter Delgatti poderá ficar em silêncio no depoimento que prestará hoje (17) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas de 8 de janeiro.![]()
![]()
A decisão do ministro foi motivada por um habeas corpus preventivo protocolado no STF pela defesa do hacker.
Fachin também garantiu que o hacker poderá ser assistido por seu advogado durante o depoimento e afirmou que o hacker não poderá sofrer constrangimentos físicos ou morais ao permanecer calado diante de perguntas dos parlamentares.
Delgatti foi preso pela Polícia Federal (PF) no início deste mês pela suposta invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A PF investiga se o ato foi promovido a mando da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). De acordo com as investigações, o hacker teria emitido falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
Mais cedo, Delgatti prestou depoimento à PF, em Brasília. Ele estava preso em Araraquara (SP) e foi transferido para a capital federal para ser ouvido sobre sua suposta participação nos ataques virtuais ao Poder Judiciário.
O hacker Walter Delgatti foi ouvido por quase quatro horas pela Polícia Federal ontem (16), em Brasília, sobre a invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O advogado Ariovaldo Moreira, que representa o hacker e acompanhou o depoimento, diz que ele apresentou aos investigadores provas de ter recebido cerca de R$ 40 mil da deputada para invadir “qualquer sistema do Judiciário”. A defesa não detalhou quais seriam essas provas.
O pagamento teria sido fracionado, R$ 14 mil em depósitos bancários e o restante em espécie, segundo o advogado. A defesa acrescentou ainda que o depoimento foi um “complemento” a informações que Delgatti já havia prestado no mês passado em São Paulo.

























