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Coronel preso teria transportado R$ 1 milhão em espécie

Coronel Jorge Naime CPMI dos Atos de 8 de janeiro Misto Brasília

Coronel Jorge Naime em depoimento na CPMI do Congresso Nacional/Arquivo/Lula Marques/Agência Brasil.

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Jorge Naime teria levado o dinheiro entre São Paulo e Brasília e feito um contrato suspeito

Por Misto Brasília – DF

O Ministério Público Federal investiga o coronal Jorge Eduardo Naime pelo transporte de R$ 1 milhão em espécie de São Paulo para Brasília. O órgão vê indícios de uso de ‘escolta’  da Polícia Militar do Distrito Federal no trajeto, assim como potencial lavagem de dinheiro.

O dinheiro teria sido entregue a um homem chamado ‘Sergio de Assis’. De acordo com o portal Terra, a Procuradoria-Geral da República lança suspeita sobre a atuação de Naime como presidente da Associação dos Oficiais da corporação, com aparente desvio de recursos angariados pela entidade.

Ontem (18), a entidade divulgou uma nota assinada pelo presidente, coronel Leonardo Moraes, que defende Naime. Afirma que o coronel preso na 5ª fase da Operação Lesa Pátria, estaria sendo “injustamente acusado de ter sido omisso no cumprimento de seu dever durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro”.

As indicações constam da cota apresentada ao Supremo pela PGR junto da denúncia contra a cúpula da PM de Brasília.

Sobre o transporte do dinheiro, a Procuradoria afirma que a conduta ‘só se justifica logicamente nos casos em que os recursos possuem origem ilícita, considerando o elevado risco e os maiores custos da operação’.

Na época do transporte, Naime  era presidente da associação. Segundo o MPF, o coronel fechou contrato com empresas ligadas a ‘Sergio Assis’, para supostos serviços de ‘assessoria e marketing’, com o pagamento de R$ 8,9 mil por mês.

Na nota, a Asof escreve que “o mencionado contrato prevê a produção e a manutenção do site da Associação, juntamente com postagens nas redes sociais”.

A PGR narra que o contrato foi assinado em fevereiro de 2022 e, a partir de então, Sérgio começou a fazer pagamentos mensais em favor de Naime, no valor de R$ 8 mil. “Desse modo, como consectário do contrato, dos R$ 8.900.00 que saíam do fluxo de caixa da Associação dos Oficiais da PMDF, R$ 8.000,00 retornavam para o próprio policial e somente R$ 900,00 eram retidos por Sérgio Assis”.

Nessa linha, o órgão levanta a hipótese de que o contrato tenha sido uma ‘forma de desviar os recursos que, quando transferidos a Naime funcionavam como ‘recebimento de vantagem indevida em razão do cargo’. “Isso porque Naime prestava serviços a Sérgio de Assis, como o transporte de valores à margem do sistema financeiro”, indicou a PGR.

A associação afirma que a conclusão é que há “sórdida campanha contra a ASOF/PMDF e seus associados se trata de uma motivação rasteira para
encontrar bodes expiatórios para os lamentáveis eventos ocorridos na Esplanada dos Ministérios no início do ano”.

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