Segundo o Ramiro Madureira, o modelo do negócio dependia de um fluxo de novas compras no site, que também teria sido menor que o esperado
Por Misto Brasília – DF
Os depoimentos de sócios e pessoas ligadas à plataforma de venda de passagens aéreas 123 Milhas continuam hoje (06) à tarde na CPI das Pirâmides Financeiras. Os depoimentos transmitidos ao vivo pelo Misto Brasília é o principal evento político nesta quarta-feira na Câmara dos Deputados.
Essa foi a terceira vez que os sócios foram convocados. Em duas oportunidades, eles não compareceram. Os depoentes estão em Brasília por força de uma decisão da justiça, caso contrário seriam levados coercitivamente.
Pela manhã, o sócio Ramiro Madureira disse que a empresa teve que suspender a emissão de passagens aéreas da linha promocional, iniciada em abril de 2022, porque os preços das passagens não se comportaram conforme o previsto. O depoimento continua na comissão.
Segundo o Ramiro Madureira, o modelo do negócio dependia de um fluxo de novas compras no site, que também teria sido menor que o esperado. Na linha promocional, os clientes aceitavam flexibilidade de datas.
Ele afirmou ainda confiar na continuidade da empresa, que está em recuperação judicial.
Questionado pelos deputados, Ramiro Madureira disse que “não há como não nos desculparmos novamente com todos àqueles que foram prejudicados”. Na avaliação dos parlamentares, são milhares de lesados, mas essa informação ainda é imprecisa, já que o pedido de recuperação judicial corre em segredo de justiça.
O processo acabou chegando a CPI nesta manhã, mas os deputados ainda não tiveram tempo para a sua leitura. Além disso, os dados não podem ser divulgados para a opinião pública.
A 123 Milhas suspendeu a venda de passagens e pacotes da linha promocional em 18 de agosto e disse que compensaria os clientes com vouchers. Com a reação negativa de consumidores e autoridades públicas, além de movimentos de antecipação de créditos por parte de bancos e outros financiadores, a empresa, segundo Ramiro, resolveu pedir a recuperação judicial para manter o negócio.
























