Subiu para 39 o número de mortos no Rio Grande do Sul

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Tempestade provocou prejuízos em Roca Sales , no Rio Grande do Sul/Divulgação/Secom/RS
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Moradores do Vale do Taquari descrevem cenas de horror e contabilizam os prejuízos após a tempestade

Por Misto Brasília – DF

Subiu para 39 o número de mortos após as fortes enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, conforme balanço divulgado nesta quinta-feira pela Defesa Civil Estadual. Ainda há nove desaparecidos, todos no município de Muçum, na região do Vale do Taquari.

O informe da Defesa Civil aponta que 79 municípios gaúchos são afetados pela chuva, contabilizando 2.504 desabrigados e 3.575 desalojados. Desde o início dos trabalhos das autoridades no Estado, 2.745 pessoas já foram resgatadas, informou o Correio do Povo.

Ogovernador do RS, Eduardo Leite, decretou na noite dessa quarta-feira estado de calamidade pública nos municípios afetados pelas chuvas intensas. A ação vai possibilitar compras, obras públicas emergenciais e garantir formalizações de recursos federais para os atingidos.

Após sobrevoar áreas atingidas, Leite definiu o cenário de destruição no Vale do Taquari como devastador.

“Vimos comunidades totalmente submersas. É desolador, há muita destruição. Tive de segurar o choro em alguns momentos. E sabemos que mais mortes podem ser constatadas. Essa situação dói e nos toca. Mas devemos nos manter firmes para dar todo o suporte à população”.

A reportagem do Correio do Povo anotou que os moradores de Muçum descreveram as cenas que viveram com o avanço das águas pela força das chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul nesta semana.

“Foi o fim do mundo. Parecia aqueles filmes de terror, de tsunami”, resumiu Vitória Vieira, de 16 anos. Na tarde desta quarta-feira ela estava coberta de lama, da cabeça aos pés, enquanto ajudava a mãe, Simone da Silva, a tirar a lama da casa.

Simone, calçadista de 42 anos, estava trabalhando quando recebeu uma ligação da filha para avisar que estava enchendo de água. Ao voltar para casa, ela elevou os móveis, mas não adiantou.

Além de perderem tudo, elas precisaram sair da casa e esperar a noite inteira dentro do carro, em uma rua mais elevada, ouvindo gritos de socorro, mas sem poder ajudar.

“Moro aqui há 30 anos. Nunca teve uma enchente como essa, moro aqui há 30 anos, por isso que ninguém estava preocupado com isso”, relata Simone.

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