Bancos acusam ministro por queda dos empréstimos do consignado do INSS

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Carlos Lupi assumiu o Ministério da Previdência no governo Lula da Silva/Agência Brasil
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Nota afirma que sob alegação de beneficiar os aposentados, as reduções artificiais tiveram efeito totalmente contrário

Por Misto Brasília – DF

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e Associação Brasileira de Bancos (ABBC), divulgaram ontem (11) à noite uma dura nota contra o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.

O motivo foi a decisão do Ministério da Previdência em diminuir o teto de juros do consignado do INSS, “sem envolver o Ministério da Fazenda”.

Nesta quarta-feira, Carlos Lupi escreveu no “X”(antigo Twitter) que “seguindo a queda dos juros básicos da economia, baixamos, hoje, no Conselho Nacional de Previdência Nacional, mais uma vez o teto da taxa dos juros dos consignados dos beneficiários, desta vez para 1,84%”.

Segundo a nota dos bancos, sob alegação de beneficiar os aposentados, as reduções artificiais tiveram efeito totalmente contrário para a camada mais vulnerável desse público, que precisa de crédito em condições mais acessíveis.

De acordo com os bancos, a decisão a portaria de Carlos Lupi não levou em conta “qualquer critério técnico e a estrutura de custos, tanto na captação de funding, quanto na concessão de empréstimos para aposentados”.

As duas instituições elogiam o Ministério da Fazenda e o programa Desenrola Brasil, mas não poupam o Ministério da Previdência Social, “que não prestigia o diálogo e a análise técnica aprofundada de todas as variáveis que influenciam diretamente nos custos e nos riscos associados ao consignado do INSS”.

“Sem o consignado, os aposentados estão tendo de recorrer a outras modalidades de crédito, com custos significativamente mais elevados, principalmente aqueles que estão negativados, prejudicando especialmente a população de menor poder aquisitivo e idade avançada. Estima-se que 48% dos aposentados que tomaram e consignado estavam negativados”.

De acordo com a nota da Febraban e ABBC, 0 volume de concessão caiu para R$ 21,2 bilhões comparado com agosto do ano passado e de 2023. A média de concessão mensal teve redução de R$ 7,3 bilhões para R$ 5,3 bilhões, de acordo com dados do Banco Central.

E o volume de concessões médias mensais entre maio e agosto de 2023 é o menor desde 2018, quando atingiu R$ 5,5 bilhões.

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