Distritais aprovam novo repasse de R$ 142,9 milhões às empresas de ônibus

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Empresários das empresas de ônibus com os deputados distritais/Divulgação/CLDF
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Com este valor, o repasse para custear as tarifas técnicas no Distrito Federal chegam a mais de R$ 2 bilhões

Por Misto Brasil – DF

Os deputados distritais aprovaram ontem (31) mais um repasse de recursos para as empresas de ônibus coletivo do Distrito Federal. A votação foi de 16 votos favoráveis e cinco contra após uma reunião preparatória na presidência da Câmara Legislativa.

Até agora, o governo do Distrito Federal repassou às empresas R$ 2,1 bilhões. Segundo o secretário de Planejamento Ney Ferraz, o dinheiro foi necessário para evitar o reajuste nas tarifas de ônibus. Para evitar, disse ele, “fogo no parquinho”.

Desta vez, o valor autorizado foi de R$ 142,9 milhões. Houve uma reunião antes da votação com a participação de representantes do governo e das empresas de ônibus com os deputados distritais.

O presidente da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana, deputado distrital Max Maciel (PSol), apresentou um estudo questionando o custo real do sistema.

O distrital observou que o valor é informado com base em quilômetros, mas a remuneração se dá pelo número de acessos e este cálculo embasa a tarifa técnica – o subsídio do Estado.

“É urgente que o GDF reveja o contrato estabelecido com as empresas e assuma o controle do sistema”, defendeu.

O parlamentar criticou ainda a norma que estabelece o pagamento da tarifa técnica mesmo que os transportadores percam passageiros. Os valores das tarifas variam de empresa para empresa e vão de R$ 7,70 a R$ 10,90.

Outro ponto destacado pelo parlamentar foi a alegação dada ao projeto de lei pelo GDF: atender despesas com o passe livre. “Falou-se que seria para custear a gratuidade, mas os recursos destinam-se ao pagamento da dívida”, disse o deputado distrital Gabriel Magno (PT).

O deputado distrital Eduardo Pedrosa comentou que de acordo com informações do GDF, os recursos são dividendos obtidos pela CEB e não advêm da privatização de bem público. A deputada distrital Dayse Amarilio (PSB)  sugeriu que a Câmara Legislativa institua uma força-tarefa para tratar da questão, registrou a Agência da CLDF.

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