Brasíleiros atravessaram a fronteira de Gaza e seguem para o Cairo

Brasileiros repatriados Faixa de Gaza Misto brasil
Crianças que estavam em Gaza foram para o Brasil/Arquivo/Itamaraty
Compartilhe:

Segundo o ministério, duas pessoas desistiram da repatriação e decidiram permanecer em Gaza

Por Misto Brasil – DF

Um grupo de 32 brasileiros e familiares cruzou a fronteira com o Egito e deixou a Faixa de Gaza na manhã deste domingo (12), após mais de um mês de espera, em meio a incessantes bombardeios e uma grave crise humanitária no enclave palestino. Atualizado às 10h24

Grupo de 32 brasileiros e familiares (18 crianças) já se encontra em território egípcio, onde foi recebido por equipe da embaixada do Brasil no Cairo, responsável pela etapa final da operação de repatriação”, informou o Ministério das Relações Exteriores brasileiro nas redes sociais.

“O grupo de 32 brasileiros e familiares que deixou a Faixa de Gaza na manhã de hoje iniciará, em instantes, o deslocamento para o Cairo, em veículos providenciados pela embaixada do Brasil no Egito. Os 32 concluíram satisfatoriamente os trâmites migratórios para entrada no Egito”, completou a nota do Itamaraty.

Segundo o Itamaraty, o grupo chegou ao posto fronteiriço de Rafah, no sul de Gaza, às 8h da manhã no horário local (3h da madrugada em Brasília), passou pelo controle migratório palestino e em seguida se dirigiu para o posto egípcio, num percurso de dois quilômetros de ônibus, para os trâmites obrigatórios de entrada no país.

A lista original de brasileiros e familiares palestinos que tentavam deixar a Faixa de Gaza desde o início do conflito entre Israel e o grupo fundamentalista islâmico Hamas incluía 34 nomes. Segundo o ministério, duas pessoas desistiram da repatriação e decidiram permanecer em Gaza.

Os cidadãos brasileiros e seus familiares foram autorizados a deixar o enclave palestino na semana passada, e a expectativa inicial era de que eles partissem ainda na sexta-feira, lembrou a DW.

No entanto, de acordo com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, isso não foi possível devido a um entendimento entre os atores responsáveis pela retirada de estrangeiros de que as pessoas de outras nacionalidades só podem sair da zona de guerra depois dos feridos.

Segundo o embaixador do Brasil junto à Autoridade Palestina, Alessandro Candeas, a forte presença militar israelense e os combates ao redor de hospitais vinham impedindo ou dificultando a saída das ambulâncias com os feridos.

PARTICIPAÇÃO DO LEITOR

Participe desta discussão

Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.

Seu e-mail não será publicado.
Entre 20 e 3.000 caracteres.

Assuntos Relacionados

Siga o Misto Brasil

Acompanhe em todas as redes

Notícias, vídeos e destaques em tempo real. Escolha sua rede favorita.

Dica: acompanhe também pelo WhatsApp para receber atualizações rápidas.

Brasília e Entorno do DF

Oportunidades