No último depoimento da comissão, o ex-chefe de inteligência da PM disse que mais de 800 mensagens forma torcadas
Por Misto Brasil – DF
O coronel que chefiou o Centro de Informações da Polícia Militar, Reginaldo de Souza Leitão, disse que no dia 8 de janeiro repassou informações sobre a possibilidade de atos violentos contra os três prédios da República.
Cerca de 8 mil pessoas, a metade de fora do Distrito Federal, participaram das manifestações violentas no dia 8 de janeiro.
A declaração foi feita hoje (16), na CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa. Este foi o último depoimento na comissão. O Misto Brasil transmite ao vivo o depoimento (verifique na homepage do site).
O militar afirmou que somente no dia 8 de janeiro a inteligência da Polícia Militar identificou manifestantes vestidos com uniformes camuflados, com bolas de grude (usadas nas vidraças do Congresso, Supremo Tribunal Federal e Palácio do Planalto) e até mesmo com armas de eletrochoque.
Na sexta-feira (06/01), já se tinha informações da chegada de várias caravanas e que no sábado (07/01) se observou que haveria alguma manifestação mais agressiva. Mensagens como a “chapa vai esquentar” estavam entre as 837 mensagens compartilhadas com os órgãos de segurança.
Reginal de Souza disse aos deputados distritais que observou erros cometidos pela Polícia Militar e que por isso é preciso repensar o sistema de segurança para evitar novos problemas.
O relatório deve ser apresentado até o final do mês, mas não deve ser indiciado ou citado ex-presidente Jair Bolsonaro. Também não deve ser implicado o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), segundo já adiantou o relator, deputado distrital João Hermeto (MDB).
Entre 23 de novembro e 5 dezembro, os parlamentares devem fazer a leitura e votar o relatório final.




















