A “metassuperfície” denominada Chimera da pesquisa se inspira nas habilidades dos três animais de sangue frio
Por Misto Brasil – DF
Em estudo publicado publicado pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), uma equipe científica das universidades chinesas de Jilin e Tsinghua, propõe o desenvolvimento de um material híbrido como base para um futuro manto de invisibilidade.
A “metassuperfície” denominada Chimera se inspira nas habilidades de três animais de sangue frio: o camaleão, a rã-de-vidro e o lagarto dragão-barbudo, superando as limitações das camuflagens existentes, ao se adaptar a diferentes condições espectrais e terrenos.
No design experimental apresentado na PNAS na segunda-feira (29), circuitos encrustados entre capas de tereftalato de polietileno (PET) e vidro de quartzo manipulam ondas eletromagnéticas, tornando a superfície praticamente indetectável à luz visível, micro-ondas e raios infravermelhos.
Ao combinar as aptidões de mudança de cor (camaleão), transparência (rã) e regulação de temperatura (lagarto), Chimera tem potencial de ser utilizado numa ampla gama de aplicações, desde usos militares até a observação não invasiva da vida silvestre.
Um dos desafios foi ocultar o calor gerado pela eletricidade.
Entraram em cena os conhecimentos sobre a capacidade do dragão-barbudo de controlar sua temperatura corporal: Chimera reduz as diferenças térmicas a apenas 3,1ºC, tornando-se “invisível” às tecnologias termográficas.
“Nosso trabalho leva as tecnologias de camuflagem de um cenário limitado a terrenos em constante mudança, e constitui um grande avanço em direção à eletromagnética reconfigurável de nova geração”, afirmam os autores do estudo.
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