Presidente de Belarus, aliada da Rússia, é acusados de atrocidades e a União Europeia não reconhece o seu governo
Por Misto Brasil – DF
O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, disse que concorrerá novamente às eleições presidenciais em 2025, informou neste domingo (25) a agência de notícias estatal do país, BeITA.
“Diga a eles (a oposição exilada) que eu vou concorrer”, afirmou Lukashenko a jornalistas em uma seção eleitoral após votar nas eleições parlamentares e municipais do país.
“Nenhum presidente responsável abandonaria seu povo que o seguiu na batalha”, acrescentou. O chefe de Estado, de 69 anos, governa Belarus há quase 30 anos, sendo por isso chamado de “o último ditador da Europa”.
A eleição deste domingo é a primeira desde a contenciosa votação presidencial de 2020 que deu a Lukashenko seu sexto mandato. O resultado foi contestado pela oposição do país e desencadeou meses de protestos furiosos contra o governo.
Durante a repressão brutal que se seguiu, mais de 35 mil pessoas foram presas, milhares foram espancadas sob custódia policial e centenas de meios de comunicação independentes foram fechados.
Ativistas de direitos humanos afirmam que mais de 1.400 prisioneiros políticos permanecem na cadeia.
A União Europeia (UE) não reconhece mais Lukashenko como chefe de Estado.
O aliado mais próximo de Belarus é a Rússia, e Lukashenko é considerado totalmente dependente de Moscou e do presidente russo, Vladimir Putin.


