Levantamento Radar Febraban mostra, no entanto, que há preocupações com a inflação e com o aumento dos impostos
Por Misto Brasil – DF
A pesquisa Radar Frebraban, divulgada hoje (29), mostra que mais da metade dos brasileiros (57%) acredita que o Brasil vai melhorar em 2024 – um recuo de dois pontos em relação a dezembro (59%).
Em relação à vida pessoal, para 75% dos brasileiros, a sua vida estará melhor num horizonte de 12 meses – maior percentual da série histórica e oscilação de um ponto percentual em relação a dezembro (74%).
Sete em cada 10 entrevistados (67%) avaliam que os preços dos produtos aumentaram ou aumentaram muito, 13 pontos percentuais a mais que em dezembro de 2023 (54%).
O número dos que observam diminuição dos preços recuou de 24% em dezembro para 11% em fevereiro, enquanto a parcela que enxerga estabilidade quase não sofreu alteração, oscilando de 20% para 21% no mesmo período.
Os dados da pesquisa refletem a pressão da alta dos alimentos sobre o IPCA, que mesmo com a desaceleração da inflação ficou acima da mediana das projeções do mercado financeiro em janeiro, segundo o IBGE.
Soma-se a isso o impacto das contas de começo de ano, como material escolar, IPTU e IPVA, sobre o orçamento doméstico, além de eventuais resquícios dos gastos de final de ano.
Para 48% dos entrevistados, o Brasil está melhor na comparação com o ano anterior, número que vem se mantendo desde setembro de 2023, com discreta variação positiva em dezembro (49%).
O otimismo em relação ao país é acompanhado da aprovação ao governo Lula, que oscilou de 51% em dezembro de 2023 para 50% agora, ao passo que a desaprovação se manteve estável, com 42%.
Preocupações envolvem impostos e inflação
Impostos: 57% acreditam que haverá aumento, 2 pontos percentuais a mais que em dezembro (55%).
Taxa de juros: 48% acreditam que vai aumentar, 2 pontos percentuais a mais que em dezembro (46%).
Inflação e custo de vida: 55% apostam em aumento, 9 pontos percentuais a mais que em dezembro (46%).
Acesso ao crédito: caiu de 43% para 39% a parcela que acha que o acesso ao crédito vai aumentar, e de 29% para 34% o contingente que acha que ficará igual. Outros 21% acham que vai diminuir, 2 pontos percentuais a menos que em dezembro (23%).
Poder de compra: recuo de 39% para 35% no contingente que acredita que haverá aumento; e incremento de 34% para 38% dos que apostam em queda.
Quais as prioridades dos brasileiros
Áreas prioritárias para receber mais atenção do Governo:
Emprego e Renda: menções recuaram de 32% para 29% no período da pesquisa;
Saúde: menções saltaram de 26% para 29% entre dezembro e fevereiro, alcançando “Emprego e Renda”;
Educação: manteve 12% das menções;
Fome e Pobreza: citações sofreram recuo de 2 pontos percentuais, saindo de 6% para 4% em fevereiro;
Segurança: citações subiram de 6% para 8%, um provável efeito das notícias sobre fuga de presos, especialmente no público de maior renda;
Inflação e Custo de Vida: subiu de 6% em dezembro para 9% em fevereiro;
Meio ambiente: caiu de 4% para 3% em fevereiro;
Corrupção: manteve o mesmo percentual de dezembro (3%);
Reforma Tributária, Infraestrutura e Políticas de Incentivo ao crédito: seguem nos últimos lugares do ranking de prioridades, com 2% ou menos das menções.
O desejo de prosperidade do brasileiro
Quase metade dos brasileiros (48%) investiria em moradia (comprar: 30%; reformar:18%) caso tivesse recursos para isso. Em seguida, se houvesse sobras no orçamento, 47% aplicariam o dinheiro no banco (poupança: 20%; outros: 27%). Investimentos em educação pessoal ou da família vêm na sequência, com 18%.
A vontade de viajar manteve-se em 15%, marcando a 5ª posição no ranking;
O desejo de comprar carro teve oscilação de 11% em dezembro para 9% em fevereiro, sem grandes variações por estratos sociodemográficos;
Fazer ou melhorar o plano de saúde: oscilou de 8% para 10%, com diferenças pouco expressivas por segmentos sociodemográficos;
Comprar eletrodomésticos e/ou eletrônicos: oscilação negativa de um ponto, indo de 8% para 7% das menções;
Comprar moto e fazer seguro de carro, casa, vida e/ou outros: esses dois itens mantiveram-se empatados com 2%, sem diferenças significativas por segmentos.






















