Secretário garante que “não há crise ou caos” na saúde pública

Entrevista coletiva GDF Gustavo Rocha Misto Brasil
Lucilene Cavalcante, Gustavo Franco e Juracy Cavalcante durante entrevista coletiva/Jorge Coury/Misto Brasil
Compartilhe:

Na entrevista coletiva com os gestores da saúde, nada foi informado sobre um plano para melhorar a situação no setor

Por Misto Brasil – DF

O secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, afirmou que “não há crise ou caos na saúde pública” do Distrito Federal. A colocação foi feita durante uma entrevista coletiva hoje (25), que teve a participação também da secretária da Saúde, Lucilene Florêncio, e do diretor-presidente do Iges-DF, Juracy Cavalcante.

O que existe, segundo o secretário, é uma sobrecarga no atendimento e negou uma suposta máfia na saúde pública, assunto que foi tratado reservadamente por um parlamentar federal da base governista.

E garantiu que o Iges-DF “tem dado certo”, mas o instituto tem recebido críticas desde a sua criação em 2019. Problemas de gestão dos recursos públicos é um dos problemas.

Leia – Crise na saúde repercute no Senado, Câmara Legislativa e no CRM

A manifestação dos três teve o objetivo de rebater as críticas que se acentuaram nos últimos dias com a morte de dois bebês e uma criança de 8 anos após o atendimento no sistema público. Os três casos estão sendo investigados pelo Conselho Regional de Medicina (CRM).

Gustavo Rocha admitiu que o atendimento na área precisa “melhorar muito”, mas como disse a secretária Lucilene, “precisamos de mais tempo”.

Os três gestores se preocuparam em apresentar os números desde 2019, para assegurar que o sistema melhorou. Todavia, a espera por atendimento médico nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou nos hospitais ultrapassa a mais de sete horas.

Tanto Gustavo, como Lucilene, colocaram a culpa na demora de assistência ou na fila de espera por leitos hospitalares a “zazonalidade das doenças”, como a dengue, o que acarretou uma “sobrecarga” no sistema.

Juracy Cavalcante garantiu que o mês de abril registrou 23% a mais de internações. “Foi a maior taxa de internação”, garantiu.

Sobre as três mortes, ele garantiu que as equipes médicos “fizeram tudo o que foi possível” para preservar a vida. “Nada foi negligenciado pelas equipes”.

Outra desculpa foi o excesso de atendimentos de pacientes que chegam do Entorno do Distrito Federal ou de outros estados. Segundo a secretária, todos os partos de Águas Lindas de Goiás são feitos nos hospitais do DF.

Além disse, segundo ela, as cirurgias de complexidade têm demandas do Nordeste, do Norte e de estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Sobre a falta de ambulâncias, Lucilene Florêncio, garantiu que nos próximos 90 dias devem ser entregues 60 ambuläncias, algumas das quais para atender o Samu, Ela disse que as unidades podem ser liberadas gradativamente.

O Iges-DF mantém um contrato com a empresa UTI Vida no valor de R$ 57 milhões para o serviço de ambulância. O contrato é de 18 meses com um custo mensa; medio de R$ 3 milhões, dependendo da demanda. Mas o serviço é criticado porque boa parte das ambulâncias não estão em operação.

E sobre a falta de profissionais, a secretário admitiu que o problema é grave. Na área da Pediatria, por exemplo, há uma falta de 158 profissionais. Atualmente, estão empregados na Secretaria da Saúde e no Iges-DF 498 pediatras.

Ela também anunciou a contratação emergencial de anestesiologistas. O contrato temporário é para burlar o cadastro de reserva de contratações que está zerado, segundo Lucilene.

PARTICIPAÇÃO DO LEITOR

Participe desta discussão

Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.

Seu e-mail não será publicado.
Entre 20 e 3.000 caracteres.

Assuntos Relacionados

Siga o Misto Brasil

Acompanhe em todas as redes

Notícias, vídeos e destaques em tempo real. Escolha sua rede favorita.

Dica: acompanhe também pelo WhatsApp para receber atualizações rápidas.

Brasília e Entorno do DF

Oportunidades