Juízes consideram violação de direito internacional. Enquanto isso, ministro da Defesa convoca ortodoxos para a guerra
Por Misto Brasil – DF
São ilegais os assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, territórios palestinos, conforme parecer desta sexta-feira (19) da Corte Internacional de Justiça (CIJ), mais alto tribunal das Nações Unidas.
Ao ler as conclusões do colegiado de 15 juízes, o presidente da corte, Nawaf Salam, afirmou que os assentamentos israelenses, bem como “o regime associado” a eles, “têm sido estabelecidos e estão sendo mantidos em violação do direito internacional“, e precisam por isso acabar “o mais rápido possível”.
O parecer do CIJ defende ainda a interrupção imediata da construção de assentamentos, a remoção dos assentamentos já existentes e o pagamento de indenizações a palestinos pelos danos causados pela ocupação, segundo informou a DW.
Embora não seja vinculativo, o posicionamento dos juízes tem peso perante o direito internacional e aumenta a pressão sobre Israel e a comunidade internacional – esta última tem o dever, no entendimento da corte, de cooperar para pôr um fim ao conflito israelo-palestino.
O parecer sustenta ainda que o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral da ONU, bem como todos os países-membros da entidade internacional, têm a obrigação de não reconhecer a ocupação israelense da Cisjordânia como legal e não apoiar a sua manutenção.
O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, ordenou nesta hoje ao Exército que envie neste domingo cartas de recrutamento a mil pessoas da comunidade ultraortodoxa, uma medida que já foi intensamente repudiada por este setor religioso em um contexto marcado pela guerra com o Hamas na Faixa de Gaza e pela escalada com o Hisbolá na fronteira norte.
A medida foi anunciada semanas depois que a Suprema Corte de Israel ordenou, por unanimidade, que o Estado deve recrutar homens judeus ultraortodoxos para o serviço militar.
“A primeira rodada de cerca de mil convocações de recrutamento de jovens entre 18 e 26 anos deverá ser emitida no domingo, estando previstas rodadas adicionais nas próximas semanas”, afirma um comunicado do Ministério da Defesa isralense, que explica que esta decisão segue uma “recomendação” do próprio Exército.
























