A Via Láctea é atualmente conhecida por ser parte de Laniākea, um superaglomerado contendo cerca de 100 mil galáxias
Por Misto Brasil – DF
Um novo estudo revelou que a Via Láctea pode ser parte de uma “bacia de atração” (BOA, na sigla em inglês) muito maior do que se pensava anteriormente.
BOA são regiões onde a gravidade puxa objetos para dentro, e eles se empilham uns dentro dos outros como “bonecas de nidificação”.
A Via Láctea é atualmente conhecida por ser parte de Laniākea, um superaglomerado contendo cerca de 100 mil galáxias.
No entanto, o novo estudo, publicado em 27 de setembro no periódico Nature Astronomy, sugere que nossa galáxia pode pertencer à Concentração Shapley, uma BOA que é até dez vezes maior que Laniākea.
Para chegar a essas análises, os pesquisadores usaram dados sobre os movimentos de mais de 56 mil galáxias para criar um mapa probabilístico 3D, indicando que há 60% de chance de que a Via Láctea resida na Concentração Shapley.
Isso significaria que o superaglomerado Laniākea previamente identificado pode não existir como uma entidade distinta, mas pode ser parte da estrutura maior de Shapley.
Além disso, o mapa apresentado no estudo destaca outros objetos massivos em nossa vizinhança cósmica, incluindo a Grande Muralha de Sloan, que abrange 1,4 bilhão de anos-luz.
A descoberta expande nossa compreensão da estrutura do Universo e da interconexão das regiões cósmicas. Contudo, as análises vêm com incertezas, incluindo dificuldades em medir a velocidade de galáxias distantes e a influência da matéria escura.
Esses fatores contribuem para a margem de erro nas conclusões do estudo, ressalta a mídia.
No entanto, essa estrutura BOA maior sugere que podemos ser parte de uma estrutura cósmica muito maior do que a entendida anteriormente. A exploração contínua do cosmos desafia a completude de nossos mapas cósmicos e oferece uma perspectiva mais profunda sobre nosso lugar no Universo.



















