O diretor-geral, delegado Andrei Rodrigues, também afirmou que o ato não é considerado como um fato isolado
Por Misto Brasil – DF
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse há pouco que está tratando o caso da bomba na frente do Supremo Tribunal Federal (STF) como um ato terrorista ou como um atentado violento do estado de direito.
Na coletiva de imprensa à Imprensa – que acontece neste momento -, o delegado também afirmou que o ato não é considerado como um fato isolado. Investigações da Polícia Federal indicam que a ação de Francisco Wanderlei Luiz estaria conectado a outras suspeitas.
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O delegado também informou que novas mensagens de ameaças foram encaminhadas nas últimas horas para o STF. Ele não conseguiu informar se foram encaminhadas hoje, mas que recebeu as mensagens nesta quinta-feira.
Andrei Rodrigues disse que o homem que morreu na noite passada estava no Distrito Federal há três ou quatro meses. No imóvel que ele ocupava em Ceilândia, foram encontrados artefatos explosivos.
Francisco Wanderlei teria preparado uma armadilha numa das gavetas do imóvel, que foi detonada quando um robô da equipe de antibomba fazia a varredura.
Segundo o delegado, essa explosão poderia ter provocado ferimentos graves nos policiais que porventura estivessem dentro do pequeno apartamento.
A Polícia Militar e a Polícia Federal apreenderam uma série de objetos, incluindo uma caixa que agora está sendo analisada.
Dentro do carro que queimou parcialmente, estava montada uma bomba tubo que poderia ter um grau de lesividade muito grande. Dentro dessa bomba artesanal estavam artefatos de fragmentação como uma granada.
Também foi encontrado um extinto de incêndio carregado com gasolina que poderia servir como um lança-chamas.
O diretor-geral da PF comentou que ainda não há informações sobre a motivação. Informou que o inquérito aberto, sob sigilo, ontem mesmo foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal e aguarda a distribuição pelo presidente da Corte.
Francisco Wanderlei Luiz ameaçou de morte o ministro do STF, Alexandre de Moraes. A ex-mulher dele disse que tinha essa vontade e que chegou a participar do acampamento bolsonarista no QG do Exército, em Brasília.





















