Após as últimas eleições presidenciais em 2022, só falava de política, o que dificultava o convívio
Por Antonio Trindade – DF
Um dos cinco irmãos de Francisco Wanderley Luiz, conhecido como Tiü França, disse que estava obcecado por política nos últimos anos. Ele também participou de acampamentos em rodovias contra a eleição do presidente Lula da Silva e estava com comportamento irreconhecível.
Rogério Luiz concedeu entrevista à TV Brasil. Francisco explodiu bombas perto do Supremo Tribunal Federal (STF) e morreu,
“A pessoa com a cabeça fraca, se não está bem centrada, acaba se deixando levar pelo ódio”, disse em entrevista à equipe da TV Brasil, por telefone.
Emocionado, o irmão contou que não mantinha contato com Francisco Wanderley, 59 anos, nos últimos meses. Francisco, que era chaveiro, era uma pessoa tranquila, disse.
Porém, após as últimas eleições presidenciais em 2022, só falava de política, o que dificultava o convívio. Essa situação se agravou no ano passado.
O irmão disse ainda que não estava com comportamento irreconhecível. Para ele, o chaveiro interagia com grupos extremistas na internet, o que o levaram ao “ódio”.
O irmão relatou que Francisco participou de acampamentos em estradas de Santa Catarina contrários à eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, no pleito de 2022.
O irmão não acredita que o homem tinha a intenção de matar o ministro do STF, Alexandre de Moraes. O autor do atentado a bomba à sede do Supremo, segundo investigações, tinha como alvo Moraes, relator dos inquéritos sobre os atos golpistas de 8 de janeiro.
Ele afirmou que a família está perplexa com o ato e a morte de Francisco Wanderley.
O familiar disse também que ele vivia da renda de casas alugadas em Rio do Sul, cidade catarinense do Alto Vale do Itajaí onde morava e chegou a disputar as eleições municipais de 2020, concorrendo ao cargo de vereador pelo PL.
A Polícia Federal vai investigar como o homem obtinha o dinheiro necessário para se manter na capital federal e se agiu sozinho ou recebeu algum tipo de apoio para cometer um ato terrorista com o propósito de abolir o Estado de Direito por meio da ação violenta.
O chaveiro passou os últimos quatro meses vivendo em uma casa alugada em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, a cerca de 30 quilômetros da Praça dos Três Poderes, na área central de Brasília.
Além da casa, onde preparou ao menos parte dos artefatos explosivos, ele alugou um trailer que estava estacionado próximo à Praça dos Três Poderes, junto a outros veículos adaptados para permitir a venda de alimentos.





















