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Seis processos ajuizados por dia no Distrito Federal por atrasos de voo

Peru aeroporto Misto Brasília

Aumento o número de atrasos de voos nos aeroportos brasileiros/Arquivo/Correo

O volume de processos deste ano apresentou um aumento em relação a 2023, quando foram registrados 1.868 novos processos

Por Misto Brasil – DF

O Distrito Federal contabilizou 2.176 novas ações judiciais relacionadas a atrasos de voo entre janeiro e novembro de 2024. É o que aponta levantamento inédito com base no BI (Business Intelligence) do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Esse número representa uma média de seis processos ajuizados por dia no Distrito Federal.

O volume de processos deste ano apresentou um aumento em relação a 2023, quando foram registrados 1.868 novos processos. O crescimento mais significativo foi registrado entre 2022 e 2023, quando o volume saltou de 1.081 para 1.868 ações, um aumento de 72,80%.

No cenário nacional, o Brasil registrou 99.426 novas ações judiciais por atrasos de voos relacionadas a atrasos de voo entre janeiro e novembro de 2024, o que equivale a uma média de 297 processos por dia.

Os estados de São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro concentram a maior parte das ações. São Paulo lidera o ranking com 17.483 casos no período, uma média de 52 por dia, seguido pela Bahia, com 14.710 processos, e uma média de 44 por dia.

O Rio de Janeiro, que contabilizou 9.314 ações, uma média de 28 por dia.

Esses processos são motivados principalmente por passageiros buscando reparação por prejuízos causados por atrasos e cancelamentos de voos, questões que têm sido tratadas judicialmente de forma crescente.

O aumento dos casos reflete a insatisfação dos consumidores com a falta de resoluções eficazes por parte das companhias aéreas e a busca por compensações financeiras por danos materiais e morais.

Segundo a advogada especializada na área, Mayra Sampaio, o aumento dos processos está diretamente relacionado à incapacidade das companhias aéreas de resolverem essas questões de forma adequada e em tempo hábil.

“Esse alto número acaba não só impactando esses processos a terem uma rápida solução, mas também o consumidor deve ter seus direitos respeitados, e infelizmente, não é o que tem acontecido por parte das companhias aéreas”.

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