Brasil não pode “ficar refém” da importação de carros

Carro elétrico
Modelo de carro elétrico em circulação pelas ruas brasileiras/Arquivo/Divulgação
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O presidente da Anfavea disse que apenas em 2024, o país deixou de arrecadar R$ 6 bilhões em tributos por não taxar os elétricos

Por Misto Brasil – DF

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, afirmou à mídia que o Brasil não pode “ficar refém” da importação de carros sob risco de desequilibrar a economia do país.

Em entrevista ao jornal O Globo, nesta quarta-feira (15), o presidente da Anfavea chamou a atenção de dados muito relevantes para o setor automotivo brasileiro. Segundo ele, apenas em 2024, o país deixou de arrecadar R$ 6 bilhões em tributos por não taxar em 35% a entrada de veículos elétricos (VEs) e híbridos vindos do exterior.

As importações de VEs pelo Brasil, no ano passado, apresentaram um aumento de 107,7% em relação a 2023, uma soma de US$ 1,6 bilhão (cerca de R$ 9,6 bilhões), um aumento considerável que, do ponto de vista de mercado, trouxe impacto negativo à balança comercial brasileira.

Para Lima Leite, “esse quadro só vai mudar se a alíquota de importação dos veículos elétricos e híbridos for elevada para 35% — que atualmente está em 18% e só chega aos 35% em 2026″. Ainda segundo ele, o Brasil deveria seguir a tendência do mercado e reduzir as importações.

Ele afirmou que a China, que possui uma grande capacidade instalada de produção, está focada em exportar e não produzir fora do país, fatores que quando observados colocam o Brasil como destino de exportações, quando o país deveria investir em fazer o mesmo.

Para se ter uma ideia, as importações vindas do país asiático acumulam US$ 1,4 bilhão (mais de R$ 8,4 bilhões), 84% do total em 2024. Um efeito similar é observado nos carros híbridos, com 61% do total sendo chineses.

“O que o Brasil não deve aceitar é que tenha esse aumento de produção sem a nacionalização das etapas fabris. É isso que traz geração de empregos”, afirmou Lima Leite. Segundo ele, as compras de fornecedores nacionais estão tímidas e o foco do país deve ser o investimento.

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