Na discussão para enfrentar esse problema cada vez maior entre várias tendências, quem acaba ganhando é o crime organizado
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Já risquei dizer aqui que o maior problema nacional não é essa brigalhada entre direita e esquerda, mas sim o crime organizado e o estado paralelo do crime.
Nesta semana, o ministro Edson Fachin, próximo presidente do Supremo Tribunal Federal, historicamente ligado a movimentos sociais, e o ministro Alexandre de Moraes, historicamente ligado às forças de segurança, discordaram em dois julgamentos importantes.
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Fachin continua sendo contra que as polícias entrem em favelas às comunidades, pois ele vê violações sociais. Ele também é contra, como se faz, as revistas íntimas nas penitenciárias.
Moraes entende que as polícias devem entrar nas comunidades usando da inteligência e que elas devem ter segurança jurídica em suas ações, assim como as revistas devem ser feitas também com inteligência.
A história nos mostra que as esquerdas não têm ideias para a segurança pública e a direita acha que resolve tudo no “prenda e arrebenta”.
Este ano, uma das prioridades nacionais será a PEC da segurança que, face a disputa entre governadores, poderá estourar no STF.
Só quem vai ganhar com esse desentendimento entre o Ministério da Justiça e Segurança e os governadores será o crime organizado e o estado paralelo.
Depois vão reclamar que o STF se mete demais onde não deveria.
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