O vírus não é uma zoonose, mas pode prejudicar a produção e foi identificado em duas principais regiões hidrográficas de SP
Por Misto Brasil – DF
O Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realizou um estudo sobre essa doença viral provocada pelo Vírus da Necrose Infecciosa de Baço e Rim
O vírus que não é uma zoonose, mas causa sérios prejuízos econômicos às pisciculturas.
A infecção provoca a morte de tecidos no baço e o aumento anormal de certas células chamadas megalócitos, que aparecem principalmente no rim e baço dos peixes.
Algumas amostras foram enviadas para a Washington State University, nos Estados Unidos, onde passaram por sequenciamento total do genoma e estudos detalhados de genética.
Os principais sintomas incluem falta de apetite, pouca movimentação, respiração acelerada, mudanças na coloração corporal, olhos saltados e inchaço na região da barriga.
O diagnóstico pode ser feito por meio da observação dos sintomas da doença e, para confirmá-lo, é necessário realizar exames mais detalhados, como a análise microscópica do tecido (histopatológica) ou o PCR (convencional e tempo real).
Para entender melhor a força e a origem dos vírus, é preciso também isolá-los em células cultivadas em laboratório. Esse método de cultivo celular é uma alternativa ética ao uso de animais em testes laboratoriais.
O vírus está presente em duas principais regiões hidrográficas do estado de São Paulo e infectando peixes que são colocados nos reservatórios. A mesma cepa (tipo) do vírus circula no estado desde 2020.
“A boa notícia é que isto é muito bom para o desenvolvimento de uma vacina ou de linhagens resistentes”, disse a pesquisadora Cláudia Maris Ferreira Mostério.


















