O governo federal ganhou prazo de 120 dias para regularizar o programa e inserir os gastos no Orçamento de 2025
Por Misto Brasil – DF
Era tudo o que o governo federal queria. No final desta quarta-feira (12), o plenário do Tribunal de Contas de União (TCU) decidiu liberar os pagamentos do programa Pé-de-Meia que estavam bloqueados.
O programa é promovido pelo governo federal, executado pelo Ministério da Educação e bancado pelo Ministério da Fazenda busca estimular a permanência de estudantes do ensino médio na escola.
O governo federal ganhou prazo de 120 dias para regularizar o programa e inserir os gastos no Orçamento de 2025, que ainda está em tramitação no Congresso, informou a Agência Política Real.
O TCU aceitou um recurso do governo federal para liberar os repasses. Em janeiro deste ano, o ministro Augusto Nardes determinou o bloqueio de R$ 6 bilhões dos R$ 13 bilhões previstos para o programa em 2025. Em seguida, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu a revisão da decisão.
Nardes manteve o entendimento de que os recursos devem estar no Orçamento da União e disse que a falta de previsão afronta os “princípios legais que regem as contas públicas“.
No entanto, o ministro reconheceu que o programa não pode continuar suspenso e prejudicar os beneficiários.
O entendimento pela liberação foi seguido pelos demais ministros.
A legislação que criou o Pé-de-Meia estabelece que o programa seja financiado por meio do Fundo de Incentivo à Permanência no Ensino Médio (Fipem), gerido pela Caixa Econômica Federal.
O fundo pode ser abastecido tanto com recursos do Orçamento do ano vigente como por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO) e do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc).
Nardes, na liminar proferida em janeiro, acatou ação do subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), que alegava que os valores utilizados para o crédito do programa estavam fora do Orçamento.
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