Cúpula em Londres reuniu em Londres chefes de Estado do Reino Unido, França, Canadá, Turquia e da Ucrânia
Por Misto Brasil – DF
Trata-se de um “momento único” para a segurança da Europa, enfatizou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, ao iniciar uma cúpula informal no palacete Lancaster House, em Londres, neste domingo (02).
À esquerda dele estava o presidente francês, Emmanuel Macron; à direita, o ucraniano, Volodimir Zelenski. Também presentes estavam chefes de Estado e de governo europeus, os principais representantes da União Europeia (UE), o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, o ministro do Exterior da Turquia, Hakan Fidan, e o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau. Todos estavam cientes da gravidade da situação.
A cúpula de domingo já estava marcada mesmo antes do desentendimento público entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e Zelenski, na sexta-feira anterior.
Em reação ao bate-boca, muitos chefes de Estado e de governo europeus garantiram sua solidariedade à Ucrânia. Na cúpula em Londres, eles discutiram o que isso significará na prática.
O importante é colocar a Ucrânia na posição mais forte possível, destacaram. Starmer enfatizou após a reunião que nada muda no apoio militar à Ucrânia e na pressão econômica sobre a Rússia.
Ele anunciou que disponibilizará ao país agredido 1,6 bilhão de libras (R$ 12 bilhões) para a compra de mais de 5 mil mísseis antiaéreos fabricados no Reino Unido. Na véspera, o país assinara um empréstimo de 2,2 bilhões de libras para a Ucrânia, garantido por fundos russos congelados.
Os líderes reunidos também destacaram que é necessário garantir que a Ucrânia seja capaz de se defender no longo prazo, mesmo depois da paz.
Ou, nas palavras da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen: a nação deve se tornar um “porco-espinho de aço indigesto para potenciais agressores”.
Para o chanceler federal alemão, Olaf Scholz, um fator-chave para a paz na Ucrânia é a capacidade de defesa do país e a existência de um exército forte.
“Ele terá que permanecer grande mesmo em tempos de paz – muito além do potencial econômico da Ucrânia.” Além disso, demandas russas, como a instalação de um governo pró-Rússia ou a desmilitarização da Ucrânia, não devem ser atendidas.
