A performance da atriz brasileira chamou tanta atenção que ela virou uma das favoritas para levar o Festival de Veneza
Por Misto Brasil – DF
Antes mesmo da mãe Fernanda Montenegro, que também é consagrada por seus papéis e prêmios internacionais, um outro rosto da dramaturgia levou o cinema nacional para o exterior décadas atrás.
Em 2019, aos 97 anos, Ruth de Souza foi homenageada pela escola Acadêmicos de Santa Cruz no Carnaval do Rio.
Em 1953, Ruth de Souza representou o Brasil no Festival de Veneza por sua atuação em Sinhá Moça, filme dirigido por Tom Payne e Oswaldo Sampaio que disputou o Leão de Ouro, prêmio principal do evento.
Sua performance chamou tanta atenção que ela virou uma das favoritas para levar a Copa Volpi, o prêmio do festival para os melhores atores e atrizes entre os filmes concorrentes, ao lado de estrelas como Katharine Hepburn, Michèle Morgan e Lilli Palmer.
Segundo especialistas ouvidos pela DW, a indicação teve um peso forte na época. O Festival de Veneza, o mais antigo do cinema mundial, é um dos que mais tem prestígio no setor.
“Cannes é o mais importante, mas Veneza é o mais antigo, então, tem um ‘saborzinho’ mais especial ganhar lá”, explica Chico Fireman, crítico de cinema e integrante da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). “O Leão de Ouro é um dos prêmios mais respeitados do cinema mundial”, complementa.
Embora tenha saído sem o troféu, Ruth de Souza deixou sua marca no festival e ajudou a colocar o Brasil no radar do cinema internacional.
Ao longo de sua carreira, a atriz acumulou participações em filmes, novelas e peças teatrais, consolidando-se como uma das figuras mais importantes da dramaturgia nacional.
Seu trabalho abriu caminho para gerações futuras, incluindo artistas como Zezé Motta e Taís Araújo, que a reconhecem como referência, reafirmando a inspiração em entrevistas e posts nas redes sociais.


















