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Três deputados do PL podem se tornar réus

Maranhãozinho e Flávio Dino Maranhão

Maranhãozinho e a mulher Detinha ao lado do então governador Flávio Dino e de Rodrigo Lago/Arquivo

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Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa foram denunciados pela PGR por corrupção e organização criminosa

Por Misto Brasil – DF

Dois ministros do Supremo Tribunal Federal votaram pela condenação de três deputados federais, dois do Maranhão e um do Sergipe filiados ao Partido Liberal (PL).

Os acusados são  Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE).

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou por aceitar a denúncia por organização criminosa e corrupção passiva, a partir do envio de emendas parlamentares.

Moraes acompanhou o relator, ministro Cristiano Zanin, e disse que as denúncias são corroboradas por depoimentos de testemunhas. Os votos poderão ser dados no plenário virtual até 11 de março, conforme informou a CNN.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os deputados atuaram pela “comercialização” de pelo menos R$ 7 milhões em emendas.

O ministro Zanin votou por acolher a denúncia contra os três, pelos crimes de “corrupção passiva e pertencimento a organização criminosa, agravado pelo exercício de comando e majorado pela participação de funcionário público”.

“Os elementos informativos que a embasam são também robustos. Englobam mensagens trocadas pelos denunciados por meio do aplicativo WhatsApp, depoimentos de testemunhas e vasta documentação apreendida em buscas autorizadas por meio de decisão judicial”.

As investigações começaram em 2020 quando o então prefeito de São José do Ribamar (MA), Eudes Sampaio, resolveu denunciar uma cobrança de 25% do valor de emendas que o município recebeu para a saúde.

O relatório da Polícia Federal  contra os políticos por suposta “comercialização” no envio de emendas parlamentares apontou que houve ameaças a prefeitos do interior do Maranhão e que o esquema ocorre há pelo menos cinco anos com dinheiro público.

O que diz a defesa dos parlamentares

Em defesa preliminar apresentada no processo, os advogados de Josimar Maranhãozinho afirmam que a denúncia é feita por uma “série de descabidas ilações e infundadas conclusões sem o devido suporte probatório” e que não foi comprovado que o deputado é o autor da emenda que foi atribuída e nem que houve acerto para o desvio de recursos.

A defesa de Pastor Gil afirmou que “não é possível extrair a descrição de sequer uma ação ou omissão atribuível ao Deputado Pastor Gil que se subsuma aos elementos de ura tipo pena! objetivo, muito menos corrupção passiva”.

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