Ícone do site Misto Brasil

Ministro arquivou denúncia contra Ibaneis Rocha

Ibaneis Rocha DF santos Misto Brasília

Ibaneis com as imagens de santos da Igreja Católica em seu antigo gabinete de trabalho/Arquivo/Agência Brasília

Compartilhe:

Governador chegou a ser afastado do cargo logo depois dos atos. O afastamento só foi revogado por Alexandre mais de dois meses depois

Por Misto Brasil – DF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, arquivou nesta quarta-feira (05) o inquérito contra o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), por suposta omissão nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Ibaneis chegou a ser afastado do cargo logo depois dos atos. O afastamento só foi revogado por Alexandre mais de dois meses depois. Veja a decisão do ministro

Leia – Ibaneis pede arquivamento de denúncia contra Ibaneis

Ao arquivar a apuração nesta quarta, o ministro levou em conta manifestação da Procuradoria-Geral da República e o relatório final da Polícia Federal, publicou o Conjur.

“Tendo o Ministério Público requerido o arquivamento no prazo legal, não cabe ação privada subsidiária, ou a título originário, sendo essa manifestação irretratável, salvo no surgimento de novas provas”, disse Alexandre.

A PGR considerou que Ibaneis compareceu voluntariamente à sede da PF e deu amplo acesso aos seus telefones celulares. Análises, segundo o órgão, mostraram que o governador repudiou os ataques e pediu auxílio da Força Nacional.

A decisão de Alexandre não afeta outros investigados no inquérito, como o ex-secretário de Segurança do Distrito Federal Anderson Torres.

A mídia lembra que Ibaneis foi afastado do cargo no próprio dia 8 de janeiro de 2023, após bolsonaristas invadirem e depredarem o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.

Na ocasião, Alexandre entendeu que houve “omissão e conivência” de diversas autoridades das áreas de segurança e inteligência. Policiais militares do DF, subordinados a Ibaneis, não barraram os manifestantes, que invadiram e depredaram as sedes do Judiciário, do Legislativo e do Executivo.

Em março, o ministro revogou o afastamento. Segundo ele, não havia evidências de que o governador representava risco às investigações.

“O momento atual da investigação — após a realização de diversas diligências e laudos — não mais revela a adequação e a necessidade da manutenção da medida, pois não se vislumbra, atualmente, risco de que o retorno à função pública do investigado Ibaneis Rocha possa comprometer a presente investigação ou resultar na reiteração das infrações penais investigadas”, disse o ministro na ocasião.

Sair da versão mobile