A busca por sobreviventes tem sido majoritariamente conduzida por moradores locais e faltam suprimentos médicos
Por Misto Brasil – DF
Dois dias após um terremoto fazer mais de 1,6 mil vítimas e deixar mais de 3,4 mil feridos em Mianmar, o cheiro de corpos em decomposição tomava conta das ruas de Mandalay neste domingo (30).
Pessoas trabalhavam sem parar em busca de sobreviventes presos sob os escombros do que restou da segunda maior cidade do país do Sudeste Asiático.
O abalo registrado na sexta-feira, de magnitude de 7,7, teve seu epicentro próximo de Mandalay, derrubando prédios e danificando a infraestrutura da cidade de 1,5 milhão de habitantes.
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O socorro tem sido atrasado por estradas obstruídas, pontes destruídas, dificuldades técnicas de comunicação e os desafios de se deslocar em um país em plena guerra civil.
A busca por sobreviventes tem sido majoritariamente conduzida por moradores locais. Eles não dispõem de maquinário adequado e trabalham com as próprias mãos ou pás, sob um calor de 41º C.
À tarde (horário local), uma nova e breve rodada de tremores de magnitude 5,1 deixou a população em pânico.
Muitos dormiram à noite na rua, seja por terem perdido suas casas ou por medo de novos desabamentos.
A extensão dos danos causados pelo terremoto ainda não é totalmente conhecida porque muitas regiões seguem inacessíveis para os serviços de resgate, segundo Cara Bragg, gerente da agência humanitária Catholic Relief Services em Mianmar.
“Hospitais estão com dificuldades de dar conta do influxo de pessoas feridas. Faltam suprimentos médicos, e as pessoas estão penando para encontrar comida e água potável”, afirmou Bragg à agência de notícias AP.
O isolamento de Mianmar é agravado pelos danos do terremoto aos aeroportos de Mandalay e da capital, Naipidau, que perdeu sua torre de controle.