O movimento acompanhou a tendência vista no exterior, mas também teve reação no cenário doméstico com os números da economia
Por Misto Brasil – DF
A retaliação da China ao plano tarifário dos Estados Unidos impulsionou o dólar ante moedas emergentes, com a crescente preocupação de uma guerra comercial e os seus possíveis impactos para a economia mundial.
Nesta sexta-feira (4), dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,8350, com alta de 3,68%, de acordo com informações do InfoMoney.
O movimento acompanhou a tendência vista no exterior. Por volta de 17 horas (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra, subia 0,94%, aos 103.012 pontos.
Leia: China anunciou tarifas adicionais de 34% na guerra comercial
No cenário doméstico, os investidores reagiram aos novos números da economia. Entre eles, a balança comercial registrou um superávit de US$8,155 bilhões em março, uma alta de 13,8% sobre o saldo apurado no mesmo mês do ano passado, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
As tarifas de importação dos Estados Unidos seguiram elevando o temor de uma guerra comercial global e o risco de recessão da maior economia do mundo. Nesta sexta-feira (4), a China anunciou uma tarifa de 34% sobre a importação dos produtos norte-americanos, que começa a valer na próxima quinta-feira (10) — um dia após a tarifa de 34% dos EUA contra a China entrar em vigor.
De acordo com o InfoMoney, a medida foi uma retaliação à tarifa de 34% sobre importação de produtos chineses nos Estados Unidos, imposta pelo presidente Donald Trump na última quarta-feira (2). A tarifa se somou a uma taxa anterior de 20%, que entrou em vigor no mês passado — elevando o total de novas taxas para 54%.
A moeda também reagiu às declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. Ele afirmou que as tarifas de Trump são “maiores do que o esperado”.
“Com novas retaliações às tarifas dos EUA, como a aplicação de tarifas adicionais pela China às importações americanas, o cenário cada vez mais aponta para uma desaceleração e uma possível recessão no país, o que impacta o ambiente global”, afirma Paula Zogbi, gerente de Research da Nomad.
















