Incertezas com o tarifação e as previsões daqui pra frente

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Na bolsa são negociados os papais das companhias abertas/Arquivo/Divulgação/B3
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O anúncio das tarifas de importação dos EUA poderá ter um impacto extremamente relevante na economia mundial, caso não sejam revistas

Por Misto Brasil – DF

Bolsas e commodities desabando ao longo do mundo, muita incerteza afetando os emergentes – incluindo o Brasil.

O dia é de pânico para os mercados de ativos de risco, com o bitcoin (BTC) sendo negociado na casa dos US$ 76 mil nesta segunda-feira (07). O mercado global de criptomoedas opera em baixa, com algumas perdas chegando aos dois dígitos.

O sentimento negativo veio dos mercados tradicionais, com as bolsas da Ásia fechando em forte queda — com direito a circuit breaker na bolsa de Tóquio e queda de mais de 13% na bolsa de Hong Kong. Na Europa e Estados Unidos, o dia também é de perdas.

Leia: ações nas bolsas de valores da Ásia despencaram

O “dia da Libertação” de Donald Trump na última quinta-feira (02) com o anúncio de tarifas comerciais com cálculos muito contestados e sem sinais de passos atrás durante o fim de semana afetam o mundo inteiro e geram mais turbulência para os mercados mundiais.

Conforme destaca em relatório Fernando Ferreira, estrategista-chefe e head do research da XP Investimentos, o anúncio das tarifas de importação dos EUA poderá ter um impacto extremamente relevante na economia mundial, caso não sejam revistas.

No curto prazo, avalia, as incertezas impactarão as decisões de empresas e consumidores ao redor do mundo, trazendo o risco de colocar a economia global em uma recessão, o que leva a uma forte reação dos mercados nos últimos dias.

Neste cenário, Ferreira avalia que o Brasil não está imune, mesmo estando numa posição relativa melhor.

O mercado observa que, apesar de considerar as medidas como negativas no absoluto, elas podem beneficiar o Brasil no relativo em relação aos outros países.

Isso porque além das tarifas impostas ao Brasil terem sido mais brandas (10%), o país pode ganhar mais mercados na sua pauta de exportação, além de poder atrair mais recursos de investimentos de outros países, tanto de longo prazo quanto de curto prazo.

Boletim Focus tem outras previsões

Os economistas consultados pelo Banco Central (BC) cortaram as projeções para o dólar nos próximos anos, mostra o Boletim Focus desta segunda-feira (7). As apostas para o câmbio neste ano saíram de R$ 5,92 para R$ 5,90 por dólar.

Para 2026 e 2028, as expectativas foram reduzidas para R$ 5,99 e R$ 5,85, respectivamente. A perspectiva para 2027 foi a única que se manteve estável, em R$ 5,90.

As estimativas para a inflação também seguiram sem alterações. Os economistas esperam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche 2025 em 5,65%. Para os próximos três anos, as apostas são de: 4,50%, 4% e 3,78%.

as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 e 2026 continuaram em respectivos 1,97% e 1,60%. O crescimento esperado para o país nos anos de 2027 e 2028 é de 2%. (Com o InfoMoney, MoneyTimes e agências noticiosas)

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