Protagonismo das mulheres negras conquista novos espaços

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Zara Figueiredo chefia a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do MEC/Divulgação
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Precisamos acompanhar e apoiar o avanço das mulheres negras e as políticas de equidade racial, defende o sociólogo Ivair dos Santos

Por Sionei Ricardo Leão

O avanço das mulheres negras na área das políticas públicas de igualdade racial é um fenômeno muito importante e que ainda mereceu a devida reflexão do movimento social, avaliou o sociólogo Ivair Augusto Alves dos Santos.

Ele fez uma exposição na primeira edição dos Encontros do Igualdade 23, live realizada na noite da terça-feira (08).

“Estamos perdendo o bonde da história quando a gente não reconhece que as mulheres negras estão um passo na frente, estão conquistando mais espaços, vamos unir força com elas”.

Para Ivair dos Santos, no período mais recente, o protagonismo das políticas de equidade racial tem tido de forma ampla e positiva a liderança feminina negra.

Ele abordou desafios como o aporte de recursos para gestões governamentais voltadas para a pauta racial.

“Não resolve nomear uma pessoa com apenas um telefone e uma sala e recursos suficientes somente para fazer eventos em 13 de maio e 20 de novembro, políticas públicas demandam orçamento e estrutura”.

“Não faz muito tempo, nos esforçávamos para ter acesso a algumas universidades, nesse momento no MEC por meio da Secadi e com base na Lei 10.639, estamos abordando milhões de pessoas, é um outro patamar, porque envolve o ensino médio, essa pasta está gerindo bilhões em verbas públicas”.

Uma outra dimensão da pauta da igualdade, na defesa do expositor, diz respeito a política partidária.

Nesse caso, com ênfase no acesso a recursos como o fundo partidário para viabilizar candidaturas de homens e mulheres negras a mandatos do Poder Legislativo e Executivo.

“Penso que a gente faz uma discussão muito tímida em relação a isso, precisamos de diálogos mais abertos e transparente em relação a essas fontes de dinheiro público”, comentou.

A reunião online foi mediada pela ex-vereadora de Sabará (MG), Conceição Arruda, que é membro do coletivo Igualdade e do Cidadania. O evento contou com participação de ativistas e simpatizantes do debate sobre inclusão racial.

Com o projeto dos encontros online, o Coletivo Igualdade 23 quer mensalmente debater temas da atualidade da pauta de relações raciais no Brasil, como respeito religioso, inclusão no mercado de trabalho, educação, saúde, antissemitismo questão indígena, relações internacionais, comunicação – sempre na perspectiva de enfrentamento ao racismo e da promoção da igualdade racial.

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