O projeto de lei deve se restringir aos processos penais dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A ideia original previa envolvidos nos atos de 2022
Por Misto Brasil – DF
De autoria do ex-deputado Major Vitor Hugo (PL-GO), o texto original conhecido como “PL da Anistia“, previa anistiar irrestritamente qualquer pessoa que desde a data do segundo turno das eleições de 2022, tivesse sido presa pela PF.
Mas para que o projeto seja pautado pelo Congresso, o projeto vai passar por uma “maquiagem”.
A ideia original era que todos aqueles que tenham participado de “manifestações” em rodovias ou em frente a quartéis desde a data do segundo turno das eleições de 2022 (30 de outubro) sejam anistiados. Acontece que o projeto de lei poderia atingir o que a Polícia Federal (PF) chamou de “cúpula golpista”, antes mesmo do trânsito em julgado.
O Partido Liberal (PL), que é o maior partido de oposição ao governo, vem tentando convencer o presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal pela Paraíba, Hugo Motta (Republicanos), a pautar o requerimento de urgência do projeto de lei.
Humo Motta já afirmou que o projeto não era uma prioridade para a população brasileira, mas é prioridade para o PL, uma vez que propõe, além da anistia, a anulação de multas tanto aplicadas pela Justiça comum quanto pela Justiça eleitoral, o que poderia — segundo alguns juristas — atingir Jair Bolsonaro (PL), inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por um período de oito anos por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
Para convencer Motta, o projeto de lei deve se restringir aos processos penais dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, o que, segundo integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), é inconstitucional.
O presidente da Câmara já sinalizou que não pretende comprar uma briga com o Supremo e nem votar o texto do jeito que está, razão pela qual o partido tem feito um esforço para suavizar o teor do texto, deixando-o mais leve e objetivo, de acordo com o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
Segundo apuração do G1, a avaliação é de que o projeto superaria possíveis inconstitucionalidades e ainda ficaria mais palatável para o congresso.
Motta está em viagem particular a destino não divulgado por sua assessoria, mas a próxima reunião do colégio de líderes só deverá ocorrer na quinta-feira da semana que vem (24), quando o projeto, que já conta com mais da metade das assinaturas necessárias para ser votado, será discutido novamente.
PARTICIPAÇÃO DO LEITOR
Participe desta discussão
Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.



















