Após denúncia de Virgínia Giuffre, em 2019, Jeffrey Epstein foi preso por tráfico sexual e conspiração
Por Misto Brasil – DF
A advogada Virginia Giuffre, vítima de tráfico sexual por Jeffrey Epstein e uma das vozes mais combativas contra o esquema de abuso comandado pelo bilionário americano, morreu nesta quinta-feira (25/04), em Neergabby, na Austrália, aos 41 anos.
Segundo comunicado divulgado por familiares nesta sexta, ela cometeu suicídio, conforme noticiou a DW.
Nascida em Sacramento, capital do estado da Califórnia (EUA), ela denunciou ter sido “passada como uma bandeja de frutas” quando adolescente para predadores sexuais ricos e poderosos, incluindo o príncipe Andrew da Grã-Bretanha, segundo filho da rainha Elizabeth 2ª e irmão mais novo do rei Charles 3º.
Após denúncia de Giuffre, em 2019, Epstein foi preso por tráfico sexual e conspiração por induzir meninas adolescentes a se prostituirem. Um mês depois, foi encontrado enforcado em sua cela. Sua morte, aos 66 anos, foi considerada suicídio.
“Virginia foi uma brava guerreira na luta contra o abuso e tráfico sexual. Ela era uma luz que ajudou muitos sobreviventes”, diz comunicado divulgado pela família.
“No final, o preço do abuso foi tão pesado que se tornou insuportável para Virginia carregá-lo”, conforme registrou a Agência DW.
O depoimento de Giuffre também foi fundamental na investigação que levou à sentença de 20 anos de prisão contra Ghislaine Maxwell. Filha do magnata da mídia britânia Robert Maxwell, ela era braço direito e então namorada de Epstein e foi considerada culpada em cinco acusações relacionadas a tráfico sexual de menores de idade.
“Quero deixar uma coisa bem clara. Jeffrey Epstein é um pedófilo terrível, sem dúvida, mas eu nunca o teria conhecido se não fosse por você”, disse Giuffre em comunicado no dia da condenação de Maxwell, em 2021.

