A Iguá Saneamento prometeu investimentos de R$ 6,3 bilhões, mas os índices de saneamento no estado são desafiadores
Por Misto Brasil – DF
Nos primeiros anos, a empresa vai se concentrar em ações estruturantes e obras prioritárias, com base no plano de metas e no plano diretor que será elaborado em até 18 meses.
Os serviços de saneamento em Sergipe apresentam índices desafiadores: segundo dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA 2024), 91,4% da população é atendida com abastecimento de água.
Apenas 33,6% do volume de esgoto gerado passa por tratamento adequado.
Na quarta-feira (30), a assinatura do Termo de Transferência, que será seguida pelo pagamento da segunda de três parcelas da outorga fixa, no valor de aproximadamente R$ 900 milhões.
Parte do recurso usado agora pela Iguá foi obtido a partir de uma nova emissão de debêntures no valor de R$ 800 milhões, conforme documento publicado terça-feira (29) pela empresa.
Em dezembro, quando assinou o contrato e iniciou o processo de transição em Sergipe, a companhia já havia levantado junto ao Mercado R$ 1,85 bilhão em debêntures. Esta nova captação tem vencimento em 4,5 anos.
“Temos ciência da nossa obrigação aqui no Estado. Antecipamos o início da operação e temos um plano estratégico de investimentos que serão feitos ao longo do contrato, tendo sempre como referência o bem-estar da população”, destacouobservou o CEO da companhia, Roberto Barbuti.
Com o início da operação plena, a Iguá Sergipe passa a gerenciar a distribuição de água e toda a operação do sistema de esgotamento sanitário, enquanto a Deso continuará responsável pela captação e tratamento da água.


