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CBF terá eleição neste domingo com chapa única e voto eletrônico

CBF Samir Xaud candidato Misto Brasil

Samir Xaud é candidato único à presidência da CBF/Arquivo/Divulgação

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O colégio eleitoral é formado por 27 federações estaduais e 40 clubes, metade da Série A e metade da Série B

Por Misto Brasil – DF

Neste domingo (25), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) entra para a era digital ao realizar sua primeira eleição com uso de urna eletrônica. Veja a chapa e o perfil do candidato logo abaixo.

O processo será presencial e deve confirmar o nome de Samir Xaud como novo presidente da entidade que comanda o futebol brasileiro. Ele é candidato único e conta com apoio de 25 federações estaduais e 10 clubes.

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A CBF realizou a Assembleia Geral Extraordinária neste sábado (24), em sua sede, reunindo presidentes de federações estaduais, com o objetivo de deliberar sobre os efeitos e compatibilidade estatutária da decisão judicial tomada pelo Tribunal de Justiça do Rio no dia 15 de maio de 2025.

A decisão declarou nulo acordo firmado pelas partes e, como consequência, determinou o cumprimento do Acordão anteriormente proferido pela 19ª Câmara Cível do TJRJ, que prevê o afastamento de Ednaldo Rodrigues da Presidência da CBF e da Diretoria, além de determinar a convocação de novas eleições.

Mesmo sem concorrência, os votantes poderão optar pelo voto nulo. O colégio eleitoral é formado por 27 federações estaduais e 40 clubes, metade da Série A e metade da Série B.

A eleição foi convocada após intervenção da Justiça, e o pleito ocorre no Rio a partir das 10h30.

As eleições serão inteiramente presenciais. A despeito de o Regulamento do Processo Eleitoral ter previsto a possibilidade de votação à distância, as federações e os clubes das Série A e B não optaram oportunamente por essa modalidade.

Chapa registrada na CBF

Nome da chapa única: Futebol para Todos: Transparência, Inclusão e Modernização

Candidato a presidente: Samir Xaud

Candidatos a vice-presidentes: Ednailson Leite Rozenha, Fernando José Macieira Sarney, Flavio Diz Zveiter, Gustavo Dias Henrique, José Vanildo da Silva, Michelle Ramalho Cardoso, Ricardo Augusto Lobo Gluck Paul e Rubens Renato Angelotti.

Membros efetivos do Conselho Fiscal: Simon Riemann Costa e Silva, Eduardo Rigotto Netto e Frederico Ferreira Pedrosa.

Membros suplentes do Conselho Fiscal: Francinaldo Kennedy Lima Barbosa, Manoel Rodrigues Neto e Rodrigo Ferreira La Rosa.

Perfil do candidato único

O virtual presidente da CBF tem 41 anos e nasceu em Boa Vista, em Roraima. Ele é médico especialista em infectologia e medicina esportiva. Além disso, é empresário, proprietário de um centro de treinamento que oferece atividades voltadas à vida fitness, saúde e bem-estar, segundo o Terra.

Em janeiro deste ano, Samir, candidato único, foi eleito para substituir o pai, Zeca Xaud, no comando da Federação Roraimense de Futebol (FRF), a partir de 2027, em mandato com duração até 2030. Como vencerá a eleição para a CBF, Samir não tomará posse na Federação Roraimense.

Zeca Xaud é um dos mais longevos cartolas entre as federações. Aos 80 anos está no comando da FRF – criada em 1974 -, há 42 anos, desde 1983.

Em 2022, Samir Xaud foi sócio de uma empresa que atuou em prol dos clubes de futebol de Roraima, com serviços médicos e profissionais prestados a partir de um contrato fechado com a Confederação Brasileira de Futebol.

O dirigente também já tentou a vida pública por meio da política em duas ocasiões. Em 2018, foi candidato a deputado estadual pelo PV, recebendo 2.069 votos. Nas Eleições de 2022, concorreu ao cargo de deputado federal pelo MDB, apoiado por Romero Jucá, recebendo 4.816 votos.

Xaud responde a um processo por improbidade administrativa, conforme revelado pelo Estadão. O dirigente chegou a dizer, em entrevista à Folha de São Paulo, que “o processo inteiro foi arquivado”, mas a ação judicial segue tramitando.

Os advogados do dirigente alegaram que, na entrevista em questão, ele havia se referido a um processo administrativo disciplinar, fora da Justiça. Também disseram acreditar que a ação judicial “será arquivada da mesma forma”.

Ele é acusado pelo Ministério Público de falsificação de documentos para simular serviços, levando a um prejuízo de R$ 1,4 milhão ao governo do Estado, na época em que era diretor-geral do Hospital Geral de Roraima (HGR).

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