Seja você gostando do governo Lula da Silva ou não, não se esculacha um convidado na sua casa. A unidade faz parte do conteúdo
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Já disse aqui, acolá, noutro lugar, que a direita extremosa não gosta da mulher, pois o belo sexo, na sua luta, carregou nas costas todas as minorias durante o século XX, especialmente desde a conquista do voto feminino na década de 2030.
O que aconteceu com a ministra e ex-senadora e deputada federal licenciada Marina Silva, na Comissão de Infraestrutura do Senado, convidada que foi para falar das ações de licenciamento ambiental e áreas de conservação, foi vergonhoso.
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Seja você gostando do governo Lula da Silva ou não, não se esculacha um convidado na sua casa. Ela tem o dever de esclarecer sobre suas ações, mas não precisa ser humilhada na sua condição de mulher.
Um consórcio de varões a esculachou. O senador Marco Rogério de Rondônia, um combativo membro da oposição, entrou para a história em pleno século XXI ao dizer para a mulher internacional para que ela se ponha em seu lugar.
Marina Silva abandonou a seção de debates quando o senador inimigo das ONGs, Plínio Valério, do Amazonas, sem entender o que dizia, falou que não a respeitava como ministra, mas a respeitava como mulher.
Ele faltou a aula que diz que a unidade faz parte do conteúdo. A estupidez de varões fez Marina Silva cheia de defeitos, como todos nós, uma gigante intocada na sua condição, que vai além da política. Humano.
Demasiado humano.





















