O terminal é o terceiro mais movimentado de Santa Catarina e tem importância econômica também em duas regiões no Paraná e no Rio Grande do Sul
Por Misto Brasil – DF
Nesta semana o Aeroporto Serafim Enoss Bertaso, em Chapecó, fechou por conta da neblina, problema corriqueiro quando se aproxima o inverno. O fechamento da pista por falta de visibilidade obriga a transferência de voos para os aeroportos de Curitiba ou para Porto Alegre.
Apesar do intenso movimento e da importância econômica para a região Oeste de Santa Catarina, do Sudoeste do Paraná, e do Noroeste do Rio Grande do Sul, o terminal aeroviário não tem equipamentos para enfrentar as alterações climáticas.
O aeroporto tem o terceiro maior fluxo se comparado com os demais terminais catarinenses. No primeiro bimestre de 2025, o terminal registrou 712 operações (pousos e decolagens) e movimentou 86.138 passageiros.
Em 2024, o aeroporto totalizou 4.768 operações e 617.142 passageiros transportados.
Nesta quarta-feira (11), o deputado Valdir Cobalchini (MDB-SC) falou com o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho. Na audiência apresentou cinco questões, especialmente relacionadas a necessidade de instalação de equipamentos para operações por instrumento.
Cobalchini citou que o sistema Precision Approach Path Indicator (Papi) foi recentemente homologado na cabeceira 29, em ambas as extremidades da pista.
“Tal equipamento é fundamental para ampliar a capacidade operacional do aeroporto, especialmente em condições adversas de visibilidade, como em dias de neblina ou chuva intensa”.
A empresa Socicam, responsável pela gestão do aeroporto, informou que a implantação do sistema poderá reduzir em até 50% o índice de cancelamentos causados por condições meteorológicas desfavoráveis.
“Até então, os pousos na cabeceira 29 ocorriam apenas por orientação visual, o que restringia significativamente as operações em situações de mau tempo”.


