Os investidores reagiram ao decreto de compensação do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e à publicação de uma medida provisória
Por Misto Brasil – DF
Em uma semana de vaivém, o dólar ganhou força com as medidas de compensação ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no centro das atenções. As tensões geopolíticas e as ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos também movimentaram o câmbio.
Nesta quinta-feira (12), o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,5426, com alta de 0,09% ante o real, conforme noticiou o MoneyTimes.
O movimento destoou da tendência vista no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, caía 0,71%, aos 97,918 pontos.
O Ibovespa encerrou o dia em alta pela terceira sessão consecutiva e, mais uma vez, com apoio de Petrobras. O índice também foi impulsionado pela recuperação de Wall Street.
Nesta quinta-feira (12), o principal índice da bolsa brasileira fechou aos 137.799,74 pontos, com alta de 0,49%.
No cenário doméstico, os investidores reagiram ao decreto de compensação do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e à publicação de uma medida provisória (MP) de contenção de despesas.
O novo pacote, porém, não trouxe novidades ao que já tinha sido apresentado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Também hoje (12), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o colégio de líderes da Casa decidiu pautar a urgência para votação de projeto de decreto legislativo que susta os efeitos do decreto do IOF.
Motta afirmou que “o clima na Câmara não é favorável para o aumento de impostos com objetivo arrecadatório para resolver nossos problemas fiscais”.
A votação da urgência em plenário está prevista para a próxima segunda-feira (16). Se aprovada, o projeto terá sua tramitação acelerada, podendo ser analisado diretamente no plenário, sem necessidade de passar pelas comissões.


