Se o centrão e a oposição se unem contra a proposta da Fazenda Haddad, chegamos ao ponto sem retorno
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Para bom entendedor, meia palavra basta. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na Câmara poucas horas antes da apresentação da MP que iria, na prática, substituir os decretos do IOF.
Estão contestados que isso não é aumento de tributo, é correção de distorção.
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Ele teve que sair antes do final, face a conflito com a oposição. No meio da tarde veio um ato definidor de rumos. A Federação União Progressista fez um ato no Salão Verde da Câmara, ela que tem 109 deputados e 14 senadores.
A maior do Congresso, dá guarida ao presidente do Congresso, presidente da Comissão de Orçamento e ao relator da proposta de arcabouço fiscal, afirmando que não aceita a proposta de aumento de tributos sem corte de gastos.
Se o centrão e a oposição se unem contra a proposta da Fazenda Haddad, chegamos ao ponto sem retorno.
Davi Alcolumbre não vai devolver a MP ao governo, e se terá mais, no barato, 120 dias para se encontrar uma solução para as contas públicas nacionais.
Essa história de papo reto na política é conversa para inglês ver, sempre tem uma adversativa. Casa que falta pão, todo mundo reclama e não tem razão. Eles vão ter que se entender.


