Planalto x Congresso Nacional: batalha anunciada

Progressistas e União federação críticas Misto Brasil
Bancada do Progressistas e União criticam pacote econômico do governo/Divulgação
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Na quarta-feira apontou a temperatura entre os deputados e indica as dificuldades que o governo e a equipe econômica terão pela frente

Por André César – SP

Após o recuo do governo Lula (PT) no aumento da taxação do IOF, a novela em torno da questão ganhou um novo capitulo. Na noite de quarta-feira, 11 de junho, foi editada uma medida provisória com alternativas à perda dos esperados recursos extras.

Em linhas gerais, A medida acaba com a isenção de IR de títulos incentivados, como LCA e LCI, que, a partir do ano que vem, serão tributados em 5%.

Leia: leia a nova Medida Provisória do IOF

A justificativa do governo é que os títulos isentos distorcem o mercado. Dessa forma, para compensar esse incentivo, os juros de outras aplicações sobem.

Além disso, a MP adota uma alíquota uniforme de 17,5% para os demais investimentos no mercado financeiro, incluindo criptomoedas. Hoje, a tributação é regressiva, de 22,5% a 15%, conforme o tempo que o recurso fica aplicado.

A MP, é claro, desagradou a oposição e até mesmo membros da (frágil) base aliada. Não por acaso, dois partidos que ocupam espaço na Esplanada, PP e União Brasil, se uniram para derrubar a proposta. Sinal claro de um progressivo afastamento do Planalto, em meio à baixa popularidade do governo.

Um fato ocorrido também na quarta-feira apontou a temperatura entre os deputados e indica as dificuldades que o governo e a equipe econômica terão pela frente.

O bate-boca entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e os deputados Nikolas Ferreira (PL/MG) e Carlos Jordy (PL/RJ), com troca de acusações mútuas, deverá ser a tônica nas próximas semanas. Sinal amarelo aceso entre os governistas.

Cálculos iniciais indicam que, somados, os partidos contrário à MP teriam votos suficientes para causar sérios problemas ao czar da economia. Por sinal, Haddad mais e mais é alvo de ataques, inclusive do chamado “fogo amigo”. Dias muitos ruins para o ministro.

O próprio presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), não tem poupado de críticas o governo e tem frequentemente pedido a Lula para “fazer o dever de casa” e cortar gastos.

Cabe observar aqui a reação do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que se aproximou do governo e vem ganhando espaço na administração.

Enfim, o risco de derrota governista é real e, nesse caso, seria um revés com graves consequências para o terceiro mandato de Lula. Cabe a pergunta – estaria a cabeça de Haddad a prêmio? Respostas em breve.

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