A intenção da ex-presidente é que sua prisão seja uma demonstração de força política dentro e fora do peronismo
Por Misto Brasil – DF
Cristina Kirchner se tornará a primeira presidente argentina presa por corrupção na próxima quarta-feira (18), com condenação confirmada pela Suprema Corte.
“Comparecerei a Comodoro Py [sede da Justiça Federal] para estar presente no tribunal, como sempre fiz”, anunciou ela na sexta-feira em uma longa mensagem publicada em suas redes sociais.
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O partido peronista está organizando uma grande manifestação de apoio ao evento. A expectativa é de que a participação seja satisfatória, com a presença de sindicatos, movimentos sociais e ativistas de base, conforme publicou o El País.
A intenção da ex-presidente é que sua prisão seja uma demonstração de força política dentro e fora do peronismo. O partido dividido encontrou agora motivos para se unir após rejeitar a condenação de seu líder mais influente.
Kirchner ficará detida por seis anos e nunca poderá se candidatar novamente, pois perdeu seus direitos políticos. Mas agora não há dúvidas sobre quem governa neste espaço amplo e heterogêneo que hoje constitui a oposição à extrema direita de Javier Milei.
Até terça-feira, o mais tardar, saberemos se os juízes que a condenaram por corrupção enviarão Kirchner para uma prisão comum ou lhe concederão prisão domiciliar.
A ex-presidente explicou em um longo comunicado por que se considera digna do benefício. “Isso não é um privilégio. Pelo contrário, deve-se a razões estritas de segurança pessoal“, escreveu ela.
