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Queda de braço entre o Banco Central e o governo

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Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, durante audiência no Senado/Arquivo/Saulo Cruz/Agência Senado

Temos um problema grande: a economia não deve parar de crescer acima do que se esperava e o Banco Central não quer que ela cresça

Por Genésio Araújo Júnior – DF

Nessa véspera do Corpus Christi, o Copom do Banco Central surpreendeu ao aumentar a taxa Selic para 15%, o chamado juro oficial.

O mercado dava conta que não deveria ter mais elevações, mas o que vimos foi a sétima evolução seguida. Não se esqueça, sete é a conta do mentiroso.

Os governistas acharam ruim, mas gente insuspeita, como o experiente ex-tucano Luiz Carlos Hauly e Mauro Benevides Filho, coordenador econômico do crítico petista Ciro Gomes, acham um erro tanto o juro.

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Leia: fim do ciclo dos juros da Selic fica em 15%. Veja a repercussão

Temos um problema grande: a economia não deve parar de crescer acima do que se esperava, e o Banco Central não quer que ela cresça.

A meta máxima da inflação para este ano é de 4,5%, mas o mercado estima que o IPCA vai ficar em 5,5%.

O Banco Central diz que o governo dá crédito fajuto, isso está errado.

Mas o que fazer se o agro cresce 16% num trimestre e quem ganha com isso vai às compras? O que fazer se os prefeitos pegam a grana extra dada pelos congressistas e vão gastar.

Longe de mim dizer que o Banco Central está errado, até porque temos um governo gastador, um congresso gastador e um judiciário dos grandes salários. Vivemos um dilema daqueles.

 Precisamos fechar a boca para a inflação baixar, mas precisamos comer. 

 

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