Mulheres do país estão tendo menos filhos

Mulher grávida Misto Brasília
Cuidados são necessários durante a gravidez para não prejudicar o bebê/Arquivo/SP Norte
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Os dois últimos censos demográficos demonstram o envelhecimento da curva de fecundidade das mulheres do país

Por Misto Brasil – DF

Os dados sobre Fecundidade investigados pelo Questionário da Amostra do Censo Demográfico 2022, divulgados hoje pelo IBGE, confirmaram o que se esperava: as mulheres do país estão tendo menos filhos.

E estão adiando cada vez mais a maternidade. E também cresceu bastante a proporção de mulheres que chegaram ao final da vida reprodutiva sem terem sido mães.

Os dois últimos censos demográficos demonstram o envelhecimento da curva de fecundidade das mulheres do país.

Em 2010, o pico da curva da distribuição relativa das taxas específicas de fecundidade estava no grupo etário de 20 a 24 anos, que tinha um peso de 26,5% na composição da TFT do ano.

Em 2022, a maior concentração passou a ser verificada no grupo etário de 25 a 29 anos, com 24,4% do peso da fecundidade total do ano.

Essas tendências demográficas se repetem, com maior ou menor intensidade, em todas as unidades da federação, mostrando diferenças por cor ou raça, níveis de instrução e, também, por grupos religiosos.

Em 1960, a Taxa de Fecundidade Total (TFT) do país era de 6,28 filhos por mulher, chegando a 8,56 na região Norte e a 7,39 no Nordeste. Em 2022, a TFT caiu para 1,55 filho por mulher no país, sendo 1,89 na região Norte e 1,60 no Nordeste.

Os números e os comparativos

Em 1960, a Taxa de Fecundidade Total (TFT) do país era de 6,28 filhos por mulher, chegando a 8,56 na região Norte. Em 2022, essa taxa caiu para 1,55 filho por mulher no país e para 1,89 na região Norte.

De 2000 para 2022, a idade média em que as mulheres do país tinham filhos subiu de 26,3 anos para 28,1 anos. Entre as unidades da federação, a idade média de fecundidade mais alta foi a do Distrito Federal (29,3 anos) e a mais baixa, do Pará (26,8 anos).

O percentual no país de mulheres com 50 a 59 anos que não tiveram filho era de 10,0% em 2000 e subiu para 16,1% em 2022. O Rio de Janeiro tinha, em 2022, o maior percentual de mulheres de 50 a 59 anos que não tiveram filhos (21%) e Tocantins, o menor (11,8%).

Em 2022, entre os três grupos de cor ou raça analisados nesta divulgação, a maior taxa de fecundidade total (TFT) foi a das mulheres pardas (1,68 filho por mulher) e a menor, a das mulheres brancas (1,35). A TFT das mulheres pretas foi 1,59. Considerando-se os cinco grupos de cor ou raça, a TFT mais alta foi das mulheres indígenas (2,84) e a menor, das amarelas (1,22)

Em 2022, as mulheres brancas apresentaram a maior idade média da fecundidade (29 anos), com as mulheres pretas (27,8 anos) e pardas (27,6 anos) a seguir.

A taxa de fecundidade total (TFT) para as mulheres sem instrução ou com ensino fundamental incompleto era de 2,01 filhos por mulher, acima da média do país (1,55). Já as mulheres com ensino superior completo tinham a menor TFT: 1,19 filho por mulher.

Em 2022, a idade média de fecundidade das mulheres sem instrução ou com ensino fundamental incompleto foi de 26,7 anos, e de 30,7 anos para as mulheres com nível superior completo.

Entre os grupos de religião, a menor TFT foi a das mulheres Espíritas (1,01) e a segunda menor, a das mulheres da Umbanda e Candomblé (1,25). As mulheres de Outras religiosidades (1,39), Sem Religião (1,47) e Católicas (1,49) tiveram taxas semelhantes e ainda abaixo da média do país (1,55). O único grupo com TFT acima da média foi o das mulheres Evangélicas (1,74).

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