Instituto considera um marco o Plano Safra Familiar

Agricultura produtor rural Júlio Menegotto maracujá Misto Brasil
Júlio Menegotto produz maracujá com novas técnicas para melhorar o rendimento da cultura/Arquivo/Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Compartilhe:

Entre os avanços incorporados, está a criação de linhas inovadoras como o Pronaf B Agroecologia e os Quintais Produtivos para Mulheres Rurais

Por Misto Brasil – DF

O lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026 representa um marco importante para o fortalecimento da agricultura de base comunitária, agroecológica e sociobiodiversa no Brasil.

Com R$ 89 bilhões em recursos totais — sendo R$ 78,2 bilhões para o crédito rural via Pronaf — o plano reconhece a diversidade dos territórios e amplia as condições para que agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas e extrativistas acessem políticas públicas fundamentais para a produção de alimentos saudáveis e a conservação dos biomas.

Entre os avanços incorporados, está a criação de linhas inovadoras como o Pronaf B Agroecologia e os Quintais Produtivos para Mulheres Rurais, com juros de apenas 0,5% ao ano, voltadas ao apoio de sistemas produtivos sustentáveis, com forte protagonismo feminino e foco na segurança alimentar e na autonomia das famílias.

Destaque, ainda, para o lançamento do Plano SocioBio+, que estabelece uma política de preços mínimos para produtos da sociobiodiversidade, garantindo maior estabilidade de renda para extrativistas e comunidades tradicionais que manejam recursos naturais de forma sustentável.

As medidas dialogam com propostas apresentadas na nota técnica coordenada pela Conexsus em parceria com o ÓSocioBio, que contribuiu com um conjunto de recomendações para o Plano Safra 2025/2026.

Algumas mudanças estruturantes ainda não foram anunciadas, em especial aquelas relativas às atualizações no Manual de Crédito Rural (MCR), como a flexibilização de exigências documentais, o reconhecimento normativo dos povos e comunidades tradicionais e a ampliação de incentivos para instituições financeiras operarem com produtos da sociobiodiversidade.

Essas alterações são essenciais para destravar o acesso ao crédito por milhares de famílias que seguem à margem do sistema, especialmente na Amazônia e outros biomas com grande potencial para a bioeconomia.

A Conexsus permanece em diálogo com o governo federal e o Conselho Monetário Nacional, e conforme conversas realizadas com a secretária-executiva do MDA, Fernanda Machiavelli, e com o Ministério da Fazenda, há o compromisso de que essas atualizações no MCR serão feitas ainda neste ciclo.

PARTICIPAÇÃO DO LEITOR

Participe desta discussão

Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.

Seu e-mail não será publicado.
Entre 20 e 3.000 caracteres.

Assuntos Relacionados

Siga o Misto Brasil

Acompanhe em todas as redes

Notícias, vídeos e destaques em tempo real. Escolha sua rede favorita.

Dica: acompanhe também pelo WhatsApp para receber atualizações rápidas.

Brasília e Entorno do DF

Oportunidades